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quarta-feira, 8 dezembro 2021

No Dia do Advogado, juristas contam porque escolheram a profissão

“Buscar a proteção dos direitos dos cidadãos é o que me motiva a todo o instante para continuar sendo advogado”

Por Marlon Max

O Dia do Advogado é comemorado anualmente em 11 de agosto. Esta data homenageia os profissionais responsáveis em representar os cidadãos perante a justiça. Logo após a Independência do Brasil (1822), foi promulgada a primeira Constituição Federal do Brasil (1824). Porém, Dom Pedro I, imperador naquela época, percebeu que faltavam brasileiros com conhecimento jurídico e se viu na necessidade de implantar o primeiro curso de direito no país.

Então no dia 11 de agosto de 1827, as primeiras faculdades de Direito do Brasil foram inauguradas: Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (SP) e Faculdade de Direito de Olinda (PE). De lá para cá, a democracia precisou cada vez mais de defensores da Justiça para os que mais precisam. Neste 11 de agosto, juristas de destaque na advocacia contam porque escolheram trilhar esse caminho.

Depoimentos

Edilamara Rangel é presidente da Comissão da Mulher Advogada e conselheira da Associação dos Advogados Trabalhistas do Espírito Santo: “O dia da advocacia tem a mesma emoção em que eu comemoro o dia do meu aniversário. Ser advogada é ser a voz de quem não tem e promover a defesa daqueles que mais precisam. Costumo dizer que nasci advogada e a paixão pela defesa é a minha energia e motor para prosseguir acreditando em todos os meus ideais, para que , tenhamos uma sociedade mais justa, inclusiva e igualitária.”

dia do adv
Foto: pixabay

Flavio Fabiano é advogado eleitoral e criminalista, especialista em criminologia e palestrante: “’A advocacia não é profissão de covardes’, como nos ensinou o grande jurista Heráclito Fontoura Sobral Pinto. Com este pensamento me levanto todos os dias: o de nunca desistir de lutar por um cliente, de nunca estar alheio aos anseios e dores da sociedade, e muito menos para permitir que aquele que me elegeu como patrono se sinta indefeso! O estudo cuidadoso de cada caso, assim como a busca pelo conhecimento, devem ser os companheiros de um advogado. Mais nobre que a advocacia só existe uma arte: a de lecionar! E destas duas não abro mão! A advocacia é um grande amor, minha paixão e prazer, não teria e nem poderia trilhar outro caminho, pois sou sedento pela justiça, e sou incansável na luta pela defesa do direito daqueles que em mim confiam, dentro das regras do Direito, com lealdade.”

Marta Vimercati é advogada trabalhista e consumerista, professora de Direito e presidente da comissão da OAB-ES: “Por que escolhi ser advogada? Não escolhi! A advocacia me escolheu! Quando entrei na faculdade de Direito, não sabia como a carreira se desdobrava e nem as diversas profissões ligadas à ela. E com os estudos eu fui vendo que de todas elas, a advocacia se encaixava de maneira mais completa com aquilo que eu acreditava! A advocacia, digo, a boa advocacia, é um sacerdócio, onde trabalhamos no nosso máximo, onde devemos acreditar piamente no trabalho que estamos desenvolvendo para que ao fim, sejamos a voz daqueles que não a tem. Falar em nome de quem não sabe ou não pode fazê-lo é uma atribuição extremamente séria e desafiadora. Séria por estarmos defendendo o bem da vida de alguém e desafiadora por nos forçar todos os dias a nos superarmos, nos especializarmos e sermos melhores! Tenho sorte, sou advogada. E para mim, desde que agindo dentro da lei e seguindo os princípios éticos, não há limites para que eu exerça meu trabalho!”.

ADV
Foto: pixabay

Rayane Vaz Rangel é advogada de família, professora de família e sucessões e sócia do Bermudes Rangel Advocacia: “Quando eu era criança, minha mãe trabalhava em um sindicato, no setor jurídico, e quando eu ia ao trabalho dela, ficava admirada com o trabalho que eles exerciam, do modo como ajudavam as pessoas e promoviam a justiça. Cresci sonhando em cursar Direito e poder fazer o mesmo um dia. Na faculdade de direito eu me encontrei. Tenho verdadeira paixão por minha profissão e me sinto realizada toda vez que alguém consegue alcançar a justiça através do meu trabalho.”

Luis Costa é advogado especialista em Direito Tributário, atua na área consumerista e é sócio do Costa Advocacia:

“Logo quando saí da escola minha primeira vontade era de fazer engenharia mecatrônica. Cheguei a experimentar um semestre do curso, mas não achei que era o que de fato tinha vontade de fazer. Após conversar com familiares, me sugeriram que experimentasse o curso de Direito. Aquela conversa me conduziu para o curso que hoje é de longe o que eu sempre sonhei em fazer, apesar de ter pensado em desistir. Contudo, esse pensamento foi muito passageiro, pois lembrei-me da minha motivação que era lutar pelo direito das pessoas, lutar para que sigamos a legislação, a fim da busca de uma sociedade mais justa e respeitosa. Buscar a proteção dos direitos dos cidadãos é o que me motiva a todo o instante para continuar sendo advogado. É uma luta constante e que precisa ser travada com lealdade e hombridade, para que a justiça seja feita. Dentro desta realidade, o que mais faz os meus olhos brilharem, é a transformação que podemos causar na vida das pessoas. Quando uma pessoa se vê protegida por tudo aquilo que ela não mais acredita, é o que me faz amar ainda mais a minha profissão, pois sei que sem advogados o cidadão comum sempre sairia perdendo. Portanto, somos essenciais para as transformações na sociedade.”

Kelly Andrade é advogada civilista e sócia do Andrade Advocacia ela explica sua escolha:

“Escolhi ser advogada para ser instrumento de Justiça e fazer a diferença na vida das pessoas. O que mais admiro na profissão é o poder de transformação e de resolução das demandas que nos são apresentadas. Enxergo a Advocacia como um sacerdócio, sou muito grata a Deus por ter me presenteado com esse dom, que nos permite servir as pessoas. A advocacia é escudo e garantia do cidadão. Somos guardiões dos direitos civis e constitucionais da sociedade e não apenas uma corporação burocrática. Cuidar do outro é nossa missão e temos conosco a responsabilidade de proteger a sociedade. Somos a voz de quem não a tem. Somos contrapeso do exercício dos poderes. E lutamos por Justiça num mundo desigual.”

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