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quarta-feira, 19 junho 2024

Não havia crime!

Cristo foi assassinado sem crime, sendo condenado pelo peso de todas as nossas transgressões; Jesus as levou por inteiro

Por Clovis Rosa Nery

“Era uma manhã de sexta-feira, ainda muito cedo, quando surgiu um homem, escoltado por alguns soldados, carregando uma cruz. Nas ruas estreitas da cidade milenar, curiosos, oriundos de todos os lados, aglomeravam-se. ‘O que houve?’, ‘Quem é?’ são as perguntas básicas que eles faziam. De repente alguém afirma tratar-se de um galileu, chamado Jesus, que estava sendo conduzido ao Monte Calvário, onde seria crucificado”. Assim poderia ser descrita a cena da via crucis.

Os objetivos deste artigo, em síntese, são: esclarecer as circunstâncias do “julgamento” que motivou a condenação; mostrar porque Jesus levou o madeiro em que foi pendurado?, e tentar elucidar circunstancialmente o crime.

O “julgamento”, antecedido de uma prisão arbitrária, foi injusto e com uma série de atentados aos princípios legais vigentes à época. A legislação judaica, especificamente a Mishná, a Torá Oral, foi ignorada, constituindo-se numa farsa recheada de ilegalidades, tramada pelo Sumo Sacerdote “oficial”, Caifás, com a conivência de seu antecessor e sogro, Anás, com um veredito final fruto de uma conspiração (Marcos 14: 1 e 2).

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Registros Históricos que remontam à época de Flávio Josefo (que, inclusive, suspeitou da imparcialidade de alguns membros do Sinédrio), corroborados por outros posteriores, realizados por autores renomados, sintetizados a seguir, são consonantes com estas afirmações:

“Em vista de o episódio envolver traição, no caso Judas Iscariotes, a prisão era proibida. Não poderia haver punição antes da sentença, mas Jesus foi humilhado e esbofeteado durante a inquirição. Ao Sinédrio era vedado deliberar sobre crimes de morte à noite ou à véspera de sábado, mas o de Jesus começou com a sua prisão na noite de quinta-feira e desenvolveu-se até a madrugada da sexta. Na condenação à morte eram necessárias duas sessões com duas testemunhas em cada uma delas, o que não ocorreu”.

A respeito da cruz, geralmente, os condenados levavam a parte transversal, mas Jesus a levou por inteiro. Isso tem um significado. Ele carregou sobre si o peso de todas as nossas transgressões, sendo condenado por elas, para que nós, perdoados e salvos, com uma nova perspectiva de vida, pela fé, vivamos para o Senhor (Isaías 53: 4 a 5 e I Pedro 2:24).

Quanto às circunstâncias do episódio, não havia crime; Cristo foi assassinado. Contudo, no plano espiritual, um projeto Divino, profetizado pelo próprio Deus, prevendo a redenção humana e a destruição de Satanás estava em curso (Gênesis 3: 15). Assim, Deus foi o primeiro profeta da História.

A morte de Cristo não foi uma sentença devido a um delito praticado por Ele. Nós deveríamos morrer, mas Ele foi ao Calvário em nosso lugar. Caso contrário, estaríamos condenados (Romanos 8: 1 e 2), “porque o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23).

Na cruz, Cristo dominou a situação, porque para tal veio ao mundo (João 12:27). A cruz é um símbolo triunfante de vitória total contra o pecado. É Deus pagando a conta da nossa redenção. É graça (Efésios 2: 5).

O suplício daquele a quem, o apóstolo João inicia seu evangelho dizendo: “No princípio era o Verbo, e o verbo estava com Deus. E o verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio d’Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez” (João 1: 1 a 3), que nós relembramos nesses dias, foi um ato de amor por mim e por você (João 3:16). Pensando nisso, prossigamos em função disso!

Clovis Rosa Nery é psicólogo, pesquisador e escritor

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