Robert Jeffress, da Primeira Igreja Batista em Dallas (EUA), destacou que, já que ninguém sabe quando Jesus voltará, é preciso estar pronto em todos os momentos
Por Patricia Scott
Diante de tantas doenças, guerras, mudanças climáticas e desastres ambientais, o mundo parece estar descompassado. O pastor Robert Jeffress, da Primeira Igreja Batista em Dallas (EUA), alertou que os cristãos devem se preparar para o fim dos tempos. Ele disse, entretanto, que ainda há muitos equívocos sobre algumas questões proféticas.
Segundo o líder religioso, tecnicamente, ainda não é o fim dos tempos. A Bíblia, no entanto, diz que “estamos nos últimos dias”, pregou o autor do livro “Estamos Vivendo no Fim dos Tempos? Respostas Bíblicas para 7 perguntas sobre o Futuro”.
“Estamos nos últimos dias há dois mil anos. Acho que podemos argumentar que estamos próximos do arrebatamento da Igreja”, ressaltou o pastor, acrescentando que “não devemos tentar adivinhar quando Jesus voltará, mas temos que perceber que Ele voltará, e que devemos nos preparar”.
Na opinião de Jeffress, os cristãos precisam vestir a “roupa espiritual correta”. De acordo com ele, “existem duas roupas diferentes que podemos escolher usar para encontrar o Senhor. Podemos usar as vestes da nossa própria justiça e das nossas boas obras, mas a Bíblia diz que isso não passa de um trapo imundo aos olhos de Deus. Ou podemos escolher estar vestidos com a justiça de Jesus Cristo. E é isso que significa se tornar um cristão”.
Ao citar 2 Coríntios 5, ele disse que “Deus se fez pecado por nós, para que Nele pudéssemos nos tornar justiça de Deus”. Essa transformação, afirmou, é a essência da fé cristã, em que os crentes são vistos como irrepreensíveis diante de Deus, não através das suas próprias ações, mas através do amor sacrificial de Jesus Cristo. “Essa é a primeira coisa que devemos entender para ter certeza de que somos cristãos salvos e de que seremos bem-vindos na presença de Deus”, assegurou, acrescentando que a seguir os cristãos devem trabalhar incansavelmente para promover o Evangelho.
“Precisamos fazer o trabalho, enquanto ainda é dia, porque a hora está chegando. Está chegando a noite em que nenhum homem poderá trabalhar. O fato de Cristo regressar deve motivar cada cristão e cada igreja a partilhar o Evangelho com o maior número de pessoas possível e o mais rapidamente possível”, advertiu.
Fanatismo, fatalismo e cinismo
Para o pastor, os equívocos em torno do fim dos tempos prevalecem nas denominações cristãs, como também nas perspectivas sobre o assunto. Robert Jeffress identificou três atitudes predominantes: fanatismo, fatalismo e cinismo, cada uma representando um perigo único para a compreensão cristã do evento.

“O fanatismo está tentando definir a data para o arrebatamento ou para a segunda vinda de Cristo, vendo um significado profético em cada manchete de jornal, mas Jesus foi muito claro em Mateus 24 e 25. Ninguém sabe o dia ou a hora da volta do Senhor, por isso precisamos estar prontos em todos os momentos”, explicou.
O fatalismo, diz o pastor, é o lugar mais perigoso para os cristãos pousarem, pois é a crença de que Jesus realmente voltará, mas que não precisamos fazer nada de diferente em nossas vidas.
Segundo Robert, os cristãos devem entender que a Bíblia não separa as profecias da vida cotidiana e que as pessoas devem ter uma conduta santa e piedosa. “Em 2 Pedro 3, o apóstolo disse: ‘Visto que todas estas coisas serão queimadas desta forma, visto que o mundo vai acabar, que tipo de pessoas devemos ser? Em conduta santa e piedade.’”
Jeffress pontuou, ainda, que o cinismo é a crença de que “as pessoas têm dito há milhares de anos que Jesus voltará, mas Ele nunca voltou”. Isso significa tratar o Evangelho como se não fosse real. “Precisamos perceber que o tema das Escrituras é consistente: Jesus está voltando e nós precisamos estar prontos”, alertou.
Arrebatamento
O líder religioso apontou 1 Tessalonicenses 4 como evidência dessa crença. A passagem descreve um momento futuro em que os cristãos “serão arrebatados […] para encontrar o Senhor nos ares”.
Esse evento, ensinou, é distinto, mas é precursor da Segunda Vinda de Cristo, que ocorrerá sete anos depois, marcando o retorno dos crentes com Cristo a Terra, especificamente ao Monte das Oliveiras, conforme detalhado em Apocalipse 19.
“O interessante sobre o Arrebatamento é que não há profecias que devam ser cumpridas para que ele ocorra. Isso pode acontecer antes de terminarmos essa entrevista, e é por isso que precisamos estar preparados”, concluiu Robert Jeffress, que dedicou grande parte da carreira acadêmica e pastoral ao estudo da escatologia.
Com informações The Christian Post


