É fundamental saber os limites para que os funcionários não deixem o relacionamento pessoal influenciar e prejudicar o profissional.
Por Cristiano Stefenoni
Não importa a sua religião. Quando o assunto é namoro no local de trabalho, a regra vale para todos: o bom senso e a ética organizacional devem estar acima do sentimento. E olha que essa prática é mais comum do que se imagina. Cerca de 31,8% dos empregados já “ficaram” com alguém da empresa, 30,8% namoraram e 29% chegaram ao casamento, segundo o estudo “Relacionamento Amoroso no Ambiente de Trabalho”, realizado pelo site Vagas.com.
De acordo com a Constituição Federal, as empresas não podem impedir o namoro entre colaboradores porque estaria violando a intimidade e vida privada deles. Por outro lado, é fundamental saber os limites para que os funcionários não deixem o relacionamento pessoal influenciar e prejudicar o profissional.
“A ideia não é ditar regras, mas manter o ambiente acolhedor e que não reprima e nem gere represálias aos colaboradores. Por outro lado, para os funcionários que mantêm um relacionamento no trabalho, prevalece o bom senso. Um bom clima organizacional acaba gerando maior satisfação dos funcionários e qualidade de vida, o que proporciona maior produtividade”, explica o CEO da Trilha Carreira Interativa, Bruno Martins.
O gestor ressalta que quando o assunto é namoro dentro da empresa, tanto a organização como os colaboradores têm suas obrigações. Para Martins, o ideal é que a empresa tenha um manual onde essa e outras questões da cultura organizacional fossem esclarecidas.
“Mas não basta apenas ter o manual. O fundamental é que ele seja bem comunicado e que todos tenham ciência do conteúdo já que muitas empresas não abordam esse tema na política interna e muitos funcionários não sabem da existência desse documento”, alerta.
Segundo ele, como forma de mostrar que a empresa está preocupada com a boa gestão de pessoas, os líderes podem, por exemplo, flexibilizar dias de férias e horários de trabalho com objetivo de facilitar o convívio entre os dois envolvidos.
Funcionário cristão deve dar o exemplo
O pastor Vilmar Diniz Oliveira, da Primeira Igreja Batista de Vitória, lembra que a regra básica de qualquer namoro é o respeito, independentemente do lugar em que se esteja. “Não há prova maior de amor do que o respeito. Quando o jovem toma consciência de que Deus está sempre presente, e que sua Palavra é a regra de conduta e vida, logo percebe que viver segundo o padrão do ‘mundo’ é perda de tempo”, afirma.
Dicas para os funcionários
- Caso necessário, converse com a liderança e explique a situação;
- Como em qualquer situação, manter o bom senso, principalmente, em casos de viagem corporativa;
- Manter a postura profissional;
- Evitar demonstrações excessivas de afeto no ambiente de trabalho.
Dicas para as empresas
- Ter um manual de ética e conduta que delimite a postura;
- Realizar uma comunicação clara, efetiva e transparente de política interna;
- Tratar o assunto como algo normal e com discrição;
- Em casos de níveis hierárquicos diferentes, não pode haver privilégios e favorecimentos ao parceiro em detrimento dos outros colegas de trabalho.


