Weslei Santos em novo momento na carreira

“Meu chamado é servir à Igreja”

Por Priscilla Cerqueira 

A música que vem da alma, a paixão pela Igreja, o amor pelo estilo congregacional e por tudo o que Deus faz. É caminhando nesse lema que um dos talentos mais respeitados do Brasil segue exercendo seu dom. Canto, composição e produção musical são as frentes de atuação de Weslei Santos.

Aos 32 anos, 17 deles dedicados a essa trajetória repleta de sonoridade, nascido e criado em um lar evangélico, o músico se destaca como um dos maiores do país. “O Preto no Branco foi um projeto que me abençoou demais. Colhi vários frutos, experiências com Deus, aprendi como funciona o mundo gospel. Ele me ensinou a continuar firme, independentemente do sucesso.”

“A Igreja é a maior escola que a gente tem em todos os aspectos. A Igreja é eclética”

A banda foi uma dos responsáveis pela sua projeção nacional. Hoje, este mineiro sabe muito bem a força da mão divina em seu trabalho: “Quem faz é Deus, quem vai fazer é Deus o quanto quiser, quem fez foi Deus, e a gente vai ser um canal ou alguém que Ele escolheu para aquele momento. E eu sinto que Deus me escolheu para o ministério”.

A música nasceu no coração de Weslei muito cedo. De raiz centrada na Bíblia, ele aprendeu a importância da Igreja e de tudo o que ela pode oferecer. E foi através dela que tudo aconteceu. “A Igreja é a maior escola que temos em todos os aspectos. Na música aprendemos de tudo, é onde reina a versatilidade, pois a Igreja é eclética. Foi dela que consegui extrair o máximo que eu podia, de tudo o que entendia, para me tornar o que sou hoje”, disse.

A carreira

Durante seis anos Weslei integrou a grupo de pop rock Horanona, hoje extinta. Depois ajudou a fundar o fenômeno Preto no Branco. O projeto teve início em 2015 e lançou dois álbuns. Uma das faixas, “Ninguém Explica Deus”, estourou no Brasil como a canção de maior sucesso.

Após três anos, em agosto do ano passado, ele rompeu com o ministério por entender que os propósitos eram diferentes. “Nós estávamos caminhando em direções opostas. Entendi que o projeto deles não era o meu chamado, então resolvi me despedi, deixando claro que eu era Igreja”, reforçou.

Com a saída, veio a carreira solo. O primeiro disco, com 11 músicas, sendo 10 inéditas e uma reinterpretação de “O Rei Está Voltando”, foi gravado em dezembro do ano passado em Belo Horizonte (MG). O projeto “Pra Todo Mundo Cantar”, que será lançado em breve pela Sony, mostra-se totalmente congregacional. “A maioria das canções foi composta por mim, mas outros amigos também participaram.

Eu mesmo fiz a produção e os arranjos instrumentais e busquei a parceria com vários músicos. Tenho certeza de que as músicas, da primeira até a última, serão tocadas dentro da igreja.”

A nova fase trouxe amadurecimento e novas projeções. “Eu sou mais maduro, entendo que o dono de tudo é Deus, sou totalmente livre, respondo pelos meus atos, e essa caminhada tem me dado novos amigos. Estou em paz. Só quero ser um canal para que mais pessoas
conheçam Jesus.”

Amigos e Igreja

Se tem algo que o músico gosta de fazer é reunir amigos para louvar a Deus e falar sobre Suas maravilhas. Tamanho interação lhe rendeu participações em projetos paralelos, como o “Releituras – Como Contavam Nossos Pais”, da cantora Ariane, lançado em junho do ano passado.

“Gosto muito de trabalhar com os cantores que são amigos por acreditar numa ideia inovadora de música, além de amar o momento de integração, em que compartilhamos experiências e pensamentos para levarmos o melhor de Deus para as pessoas através da união de nossas histórias”, comentou o artista.

A estreia na fase solo não poderia ter sido diferente. O palco foi dividido com nomes como Gabi Sampaio e Kemuel, entre tantos outros, para os registros de “Pra Todo Mundo Cantar”. “Foi muito prazeroso e especial vivenciar momentos tão preciosos com eles.

Parecia que já cantávamos juntos havia muitos anos. Foi um culto entre amigos”, afirmou.
Weslei é também um eterno apaixonado pela Igreja. Esse foi um dos motivos que o fez tomar a decisão de seguir a jornada individual na profissão. “Sempre gostei de participar do culto, tinha um desejo em meu coração de ver a Igreja cantando. Por conta dessa minha paixão, quis compartilhar com a Igreja as minhas canções. Comecei servindo à Igreja, segui servindo à Igreja e certamente seguirei servindo à Igreja. Esse é o meu chamado!”, explicou.

O futuro

Com “Pra Todo Mundo Contar”, o plano é viajar pelo Brasil apresentando as canções do álbum. “Estamos planejando uma turnê em todas as capitais do país no segundo semestre. Pretendo me reunir com várias pessoas da Igreja e fazer cultos ao ar livre, uma espécie de celebração para Deus.”

E como todo artista gospel, o cantor tem um sonho. “Além de levar a mensagem da cruz para a vida das pessoas, meu maior desejo é que elas cantem minhas músicas na igreja, que falem sobre quem é Jesus, Seu Reino e de que O estamos esperando”, finalizou.


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