Palavrantiga está de volta

“Eu me inspiro na vida em todos os sentidos. No chão da existência e nas fontes do coração que almejam os céus”

 

Uma mistura de culturas e a união de cinco jovens talentosos apaixonados por música de qualidade. O resultado é uma sonoridade de deixar quem ouve emocionado. O rock predominante nas canções, com letras intimistas e diferentes, revela liberdade, identidade e pureza de Cristo. Assim é o Palavrantiga, que completou em junho 10 anos de estrada.

A história do grupo se assemelha à de tantos outros, mas de uma forma especial. A banda, composta por quatro mineiros e um capixaba, tem uma relação firmada não por conta de instituições religiosas, mas pela conexão por causa do Evangelho”.

E foi em 2004 que a primeira formação se conheceu, ao atuar como banda de apoio da cantora Heloísa Rosa. Em 2007, a artista passou por mudanças na vida pessoal, e os músicos se lançaram em novas aventuras, a partir da ideia de Felipe Vieira: “Acho que daria certo se criássemos uma banda”. Marcos Almeida gostou da sugestão e convocou o grupo, batizando-o de Palavrantiga.

“Montar uma banda naquela época, em que a onda de ministérios pessoais era tão forte, apresentava-se como algo fora da curva. Mas eu já tinha algumas composições que eram interpretadas nos ensaios com o apoio especial da Heloísa. Aproveitamos que já nos conhecíamos e resolvemos avançar naquele caminho aberto pelo mover de adoração que agora alcançava outros temas e contextos”, conta o líder e vocalista, Marcos Almeida.

“O nome sugestivo nasceu pela busca de conexões entre a experiência carismática, de avivamento, e o legado histórico da nossa fé. É neologismo, um paradoxo, por isso se escreve tudo junto, Palavrantiga (e não Palavra Antiga). “É uma aparente contradição, Palavrantiga é então uma nova palavra, não existe no vocabulário. E ao mesmo tempo aponta para as nossas raízes, passado e futuro juntos!”, explica o vocalista

A letra das canções é uma característica do grupo. São 27 já lançadas até hoje. Entre as mais marcantes estão “Casa”, “Esperar é Caminhar” e “Vem Me Socorrer”, que popularizaram a banda. Mas uma é considerada um divisor de águas, “Rookmaaker”, que mostra que não há barreiras religiosas na criação musical.

“Essa música, você ouve e diz: ‘Isso é Palavrantiga’. É o DNA do grupo, porque o nosso projeto não rotula músicas por conta de crenças religiosas. Pela graça de Deus todas as canções levaram a mensagem e a missão da banda aos quatro cantos do Brasil.”

Se a essência das músicas está na poesia, de onde vem tanta inspiração? “Eu me inspiro na vida em todos os sentidos. No chão da existência e nas fontes do coração que almejam os céus”, declarou.

O primeiro trabalho foi em 2008 com o EP “Palavrantiga Volume 1”, uma prévia do CD de estréia “Esperar é Caminhar”. O disco recebeu várias avaliações positivas do público e da mídia especializada, que mais tarde levaram o grupo a ser indicado na categoria “Revelação” no Troféu Promessas, que premia os melhores artistas da música cristã contemporânea brasileira. Em novembro de 2012, foi lançado um projeto mais arrojado. O álbum “Sobre o Mesmo Chão” veio com arranjos e proposta musical mais “abrasileirada” e letras mais complexas.

Renascimento

A banda caminhou fazendo sucesso com suas músicas marcantes pelo Brasil entre 2007, quando foi lançada, e 2014, ano considerado pelo líder como sabático. As atividades foram interrompidas com a saída do próprio vocalista, que, após um ano investindo na igreja local, voltou em 2015 aos palcos para desenvolver projetos em carreira solo.

“No início de 2014, conversei com os demais integrantes e informei que precisava de um período para descansar o coração. O tempo sabático é o encerramento de um ciclo, é o ápice, o clímax. Foi naquele ano que percebi: uma estação estava se completando para o grupo, era preciso descansar a terra.”

Em 2017, três anos depois, houve a possibilidade de um retorno, mas com três novos componentes. “O Palavrantiga nunca bancou o dia a dia dos integrantes, mas ocupava bastante o nosso tempo. Nós sempre tivemos empregos paralelos à banda. E com a pausa das atividades, o tempo ocioso foi sendo ocupado por outros projetos. Então, quando surgiu a ideia de uma turnê, dois integrantes da antiga formacão já estavam muito envolvidos em seus projetos paralelos e optaram por não entrar nesse novo ciclo”, explicou o líder.

Show turnê Palavrantiga

Após três anos longe dos palcos, o grupo voltou com força total.  Por isso, 2018 é tão especial. O renascimento celebra a história e vislumbra o futuro. O grupo abriu as portas dos estúdios para seus integrantes. Os amigos Gabriel Vicente (guitarra), Raysllan Naydell (bateria) e Johnny Essi (teclado) somaram sonhos, experiências e sons às composições de Marcos Almeida e às linhas de baixo de Felipe Vieira.

A turnê de retorno “Revival Tour”, que marca os 10 anos da banda, começou em maio, com apresentações em várias capitais brasileiras.  O grand finale será no dia  10 de agosto, com a gravação do primeiro DVD da banda, em Vila Velha (ES).

Cada apresentação foi impactante, e o público se mostrou receptivo e surpreendente! “Sinto que a banda voltou na hora certa. A fé para continuar é maior que qualquer coisa. O carinho de cada um para conosco tem sido além do que imaginávamos. Prova disso são os ingressos esgotados em tantas cidades”, declarou.

Nesse renascimento, o Palavrantiga chega numa época que promete ser quente na esfera política. Na atmosfera propícia para inflamar pessoas e polarizar relações, o amor chega como solução. A banda é a caixa que se abre para o povo experimentar aquela Esperança que insiste em inspirar pessoas a andar mais uma milha, a seguir adiante, sem perder a fé.

Discografia

2012: Sobre o Mesmo Chão
2010: Esperar é Caminhar
2008: Palavrantiga – Volume 1

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