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sábado, 17 abril 2021

Coragem! A mulher que salvou a vida de 3 crianças e a sua

Para escapar de um incêndio no prédio em que mora, no interior do Paraná, Janete Martin jogou as 3 crianças pela janela e em seguida, se jogou. Todos se salvaram. “Amo muito as crianças, são minha vida”, disse a avó

Uma família de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, passou por um grande susto na última sexta-feira, 8. Após um incêndio no primeiro andar do condomínio, uma avó e três netas ficaram presas no apartamento do quarto andar. Sem outra alternativa, a mulher jogou as três crianças pela janela e depois pulou.

“Foi a única solução, pois a fumaça tomou conta e as menininhas já estavam mole, sem condições até de parar em pé dentro de casa. Eu amo muito as crianças. Elas são minha vida”, declarou Janete Martin, avó das crianças.

Vizinhos improvisaram resgate com lonas e colchões. A avó e uma das meninas precisaram de atendimento médico e foram ao hospital. Já a bebê, de apenas 11 meses, e Fernanda, de 11 anos, não tiveram ferimentos.

A avó, machucou a coluna e segue hospitalizada, mas estável. Já Rafaelle, de 5 anos, teve uma lesão no ombro, mas já está em recuperação em casa. E o gesto das crianças, ainda assustadas, foi de agradecimento. “Obrigada por você ter me ajudado quando me jogou da janela”, disse Raffaele, 7 anos. “A gente te ama de coração”, completou , Sophia, 5 anos.

Desespero

Tudo aconteceu muito rápido. A fumaça do incêndio no primeiro andar logo se espalhou por todo bloco e a família do quarto andar não conseguiu descer. Daiani Estevan, mãe das crianças, estava no condomínio, porém, trabalhando em um outro apartamento.

Ao perceber o incêndio logo pensou nas filhas e tentou acessar o prédio, porém, a intensidade da fumaça impediu que a mulher conseguisse subir. Desesperada, a mãe encontrou as filhas já no pátio do local após vizinhos salvarem com lonas e colchões.

“Ouvi muita gente gritando, aí eu saí e vi aquela fumaça. Comecei a subir as escadas e voltei porque tinha muita fumaça. Gritava, sentava no chão, pedia ajuda, chamava os bombeiros, daí todo mundo todo mundo começou a me ajudar. Foi um desespero, mas ao mesmo tempo que foi sufoco, foi alívio”, relembra Daiani.

Veja o vídeo

*Com informações de G1

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