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domingo, 23 junho 2024

Mudanças climáticas: reflexo da negligência humana com a criação

Foto: Reprodução

O desequilíbrio ambiental vem aumentando ao longo dos anos, acarretando consequências desastrosas ao redor do mundo 

Por Patricia Scott

Mudança climática. O tema bastante atual tem chamado atenção, já que tem sido parte do noticiário diário. Fato é que essa problemática mundial evidencia que o ser humano não tem cuidado da criação de Deus como deveria, conforme ordenança bíblica. E tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar, Gênesis 2.15.

Antes da queda do homem, a partir do pecado da desobediência, o Senhor já havia colocado o ser humano para dominar e cuidar da criação, que revela o poder, a grandeza, a criatividade, a graça, a soberania, a generosidade e o amor de Deus. Mais uma vez, após enviar o dilúvio à Terra devido à iniquidade humana, o Criador determina a Noé e a seus filhos que cuide da criação (Gênesis 9.1-3).

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), as mudanças climáticas são transformações em longo prazo nos padrões de temperatura e clima. Elas podem ser naturais, como por meio de variações no ciclo solar. No entanto, desde 1800, as atividades humanas têm sido o principal impulsionador das mudanças climáticas, principalmente devido à queima de combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás.

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Ainda segundo a ONU, a Terra está agora cerca de 1,1°C mais quente do que no final do século XIX. A última década (2011-2020) foi a mais quente já registrada. As consequências das mudanças climáticas incluem, entre outras, secas intensas, escassez de água, incêndios severos, aumento do nível do mar, inundações, derretimento do gelo polar, tempestades catastróficas e declínio da biodiversidade. Vale salientar que os especialistas alertam que a população mais pobre é mais afetada.  

Redenção em Cristo 

“Na visão bíblica, o que está ocorrendo é de responsabilidade humana. A natureza é vítima inocente da ação destruidora de empreendimentos humanos.”, diz o pastor Werner Fuchs, que é membro do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e do Movimento Renovar Nosso Mundo. Ele prega que a redenção em Cristo é ao mesmo tempo pessoal, social e ambiental, ou não é redenção. “O reducionismo a uma das três dimensões é traição à integridade do Evangelho. Não é bíblico, mas fruto de ideologia”.

O pastor afirma ainda que a partir dessa reconciliação torna-se possível viver com justiça socioambiental. De acordo com Werner, não se trata nem de mandamento nem de mandato, mas de bênção que vem junto com a liberdade evangélica. “É privilégio. É clemência, nada barata, que não fiz por merecer. E passa a ser ação ministerial que torna explícita a reconciliação já consumada, conforme 2 Coríntios 5.18”, pontua o autor do livro “Ali Estará Quem me Serve – Impulsos Bíblicos Para a Justiça Socioambiental”.

Ao compartilhar desse entendimento, o pastor Timóteo Carriker, que é professor de teologia e missiologia, destaca que a imagem de Deus no homem tem, portanto, o objetivo revelado no texto bíblico de Gênesis 1.28: “dominar” e “subjugar” a terra. “Isto é, seu status de senhor (o “s” em minúsculo é importante) do mundo. Deus coloca a humanidade no mundo como um sinal de Sua própria soberania”.

Assim, o pastor explica que faz parte da vocação da Igreja a preservação ambiental. Isto porque Deus escolheu a humanidade para esta tarefa, mas, se ela falhou, a “nova humanidade em Cristo Jesus deve assumir essa responsabilidade”.

Por fim, o pastor Timóteo considera que as mudanças climáticas não apontam para o fim dos tempos, já que em Mateus 24.14 está escrito: E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim. “Esta é a condição anunciada por Jesus”. No entanto, Carriker observa ser um sinal, para que o homem se arrependa das suas atitudes, porque a criação “geme”, conforme o ensinamento do apóstolo Paulo em Romanos 8.18-25. “Ser testemunha de Cristo inclui o cuidado com a criação”.

Dicas práticas para o dia a dia 

  • Recicle e reutilize todos os tipos de materiais possíveis 
  • Diminua o consumo de água 
  • Evite deslocar-se somente de veículos
  • Reduza o consumo de energia elétrica
  • Compre apenas o necessário 
  • Não jogue lixo no chão 
  • Não compre animais silvestres  
  • Não pesque em época de reprodução 
  • Não corte nem pode árvores sem autorização
  • Faça a separação do lixo em casa e no trabalho 
  • Reduza o consumo de papel 
  • Evite o consumo de produtos descartáveis e sacolas plásticas

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