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sexta-feira, 17 setembro 2021

Ministério Público Federal volta a denunciar Cabral à Justiça

Além de Sérgio Cabral, outras 12 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Publico Federal. Promotoria quer devolução de 36 milhões de reais aos cofres públicos.

A denúncia do MPF foi nesta terça-feira (27). Além do ex-governador Sérgio Cabral, entre os denunciados estão o presidente da Fecomércio, Orlando Diniz. Ele é acusado por corrupção e lavagem de dinheiro.

O promotor Alberto Flores quer a devolução de R$ 36 milhões aos cofres públicos. Mais sete pessoas ligadas a Federação de Transportes do Estado do Rio (Fetranspor) também foram arrolados, incluindo Lélis Marcos Teixeira, ex-presidente da Fetranspor, e Jacob Barata Filho.

Cabral e os integrantes do setor de transporte são acusados de terem reduzido a receita tributária ao dar desconto de 50% no IPVA para empresas de ônibus. O MP pede a perda da função pública, além da inelegibilidade de cinco a oito anos de todos os envolvidos.

A defesa de Jacob Barata disse que o valor proveniente da redução do IPVA já foi ressarcido ao Estado em 2016. “Vale ressaltar que a desoneração foi adotada pelo Estado do Rio de Janeiro com o objetivo de compensar o congelamento tarifário de 2013, que representou redução no custo de transporte de 6% para toda a população”, diz a nota enviada à imprensa.

As defesas de Cabral e Lélis Marcos ainda não se pronunciaram.

Ligações

Diniz foi preso na Operação Jabuti, no fim do mês passado. A ação revelou mais um braço da organização criminosa comandada por Cabral no Estado. Ele teria sido responsável pelo desvio de pelo menos R$ 10 milhões dos cofres públicos.

Segundo o MPF, Orlando Diniz conta com orçamento anual de cerca de R$ 1 bilhão. E possui estreitas ligações com Cabral. “Não por acaso é vizinho do ex-governador no luxuoso prédio do Leblon, na Rua Aristides Espíndola, e no conhecido Condomínio Portobello, em Mangaratiba, apesar de ter negado essa relação estreita e ate mesmo a relação de vizinhança em seu interrogatório prestado perante a autoridade policial”, revela a peça de acusação.

Com informações da Agência Brasil e G1

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