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domingo, 9 maio 2021

Manaus: Mortes por covid-19 ultrapassam número de óbitos de 2020

Nesta sexta-feira, 22, a capital do Amazonas registrou outros 89 mortes em decorrência da doença

Por Keila Lopes

Os números de mortes em decorrência da Covid-19, em Manaus, ultrapassou a marca de óbitos pela doença no ano passado. Nos primeiros 21 dias deste ano, a capital do Amazonas já registrou 1.313 mortes, contra 1.285 contabilizadas em todos os meses de 2020.

Além das mortes confirmadas por covid-19, os dados registrados pelo município apontam outras 59 mortes suspeitas e 361 óbitos ocorridos em casa. Ao todo, só este ano foram realizados 2.906 enterros.

O maior número de mortes pela Covid-19, em Manaus, havia sido registrado em maio do ano passado com 348 sepultamentos. Em dezembro, os enterros e cremações voltaram a aumentar e a aceleração continua em janeiro. De acordo com o Ministério da Saúde, o estado do Amazonas contabiliza 241.182 casos de contaminação pelo novo coronavírus e 6.757 mortes.

Especialistas acreditam que o aumento nos casos de Covid-19 no Amazonas, pode está relacionado à nova variante do coronavírus identificada no estado. Amostras estudadas pelo consórcio de USP- Oxford, apontam que a variante descoberta em turistas japoneses, que contraíram a doença no estado amazonense, foi de fato uma mutação do vírus ocorrida no Brasil.

Os pesquisadores ressaltam a importância da celeridade na vacinação, e ainda, a necessidade de manter os protocolos de distanciamento social e higienização.

O que diz a Prefeitura de Manaus

Questionada sobre a estrutura dos cemitérios para receber a alta demanda de sepultamentos, a Prefeitura de Manaus informou que está adotando todas as medidas necessárias para que não se repitam o ocorrido na gestão anterior, onde corpos foram enterrados em valas coletivas.

A prefeitura está, inclusive, investindo na construção de sepulturas verticais. O cemitério Nossa Senhora Aparecida, o maior da cidade, tem capacidade para construção de até 22 mil lóculos (gavetas).

Missionários no Amazonas

Muitos moradores do Amazonas são ribeirinhos e vivem em comunidades distantes das cidades. O transporte até as casas destas famílias, só é possível por embarcações que tiveram o serviço suspenso no último dia 15, em decorrência da situação emergencial de proliferação da Covid-19.

Com isso, o acesso a essas comunidades está impedido, e os missionários não conseguem chegar para entregar doações como realizado no ano anterior. Enquanto vivenciam o caos, missionários também são obrigados a não levar solidariedade, em forma de doações, para quem precisa de ajuda.

“A situação é caótica e não temos oxigênio, as doações de cilindros são bem-vindas, mas não suficientes por conta do colapso na saúde”, disse o missionário, Jean Miranda, da Missão Vale da Amazônia.

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