Morte de cristãos no México: uma realidade preocupante

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Segundo a igreja no país, a indiferença do Estado está colaborando para que aumente o número de crimes contra cristãos.

Recentemente, um líder cristão mexicano foi morto após um ataque à igreja onde ele atuava. Luis Lopez Villa tinha 71 anos e liderava a igreja que fica na cidade mexicana de Nezahualcóyotl.

Segundo relato da polícia, ele foi encontrado com as mãos e os pés presos com fita adesiva e com vários ferimentos. O número de líderes cristãos assassinados está crescendo bastante no México.

De acordo com o site Portas Abertas, o país ocupa a 41ª posição na atual Lista Mundial da Perseguição.

“É com grande dor e consternação que informamos sobre a morte de nosso líder. Estamos chocados. Vamos orar pelas nossas autoridades para que esclareçam esse crime e façam justiça em nossas comunidades. A indiferença do Estado está simplesmente colaborando para que aumente ainda mais essa onda de crimes contra os cristãos. O governo precisa proteger seus cidadãos”, disse um dos fiéis.

“Em março, o líder Felipe Carrillo Altamirano foi morto no Estado de Nayarit. Anteriormente, em janeiro, assassinaram Saltillo, em Coahuila e José Raúl Vera López desapareceu, porém mais tarde foi encontrado morto”, lembra uma das colaboradoras da Portas Abertas.

A violência contra os cristãos está aumentando rapidamente. “Evangelizar está se tornando um trabalho perigoso por aqui. Nos últimos sete anos, o México registrou o maior número de líderes cristãos assassinados”, disse um líder.

Relatórios apontam que cerca de 90% da população mexicana se identifica como cristã.
“Não é a identidade cristã que chama a atenção, mas o comportamento que prova suas convicções cristãs. Sempre que um irmão começa a se envolver em trabalhos sociais ou abre uma clínica de reabilitação para drogados ou ainda organiza um trabalho para os jovens, isso é uma ameaça direta às atividades e interesses do crime organizado, porque leva os jovens para longe deles e ameaça diretamente o mercado de venda de drogas”, conclui a colaboradora.