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domingo, 16 maio 2021

Covid-19: Morre José Maranhão, parlamentar mais velho do senado

José Maranhão tinha 87 anos. Foi governador e senador e estava na vida política há quase 70 anos

O senador José Maranhão (MDB-PB) morreu nesta segunda-feira, 8, vítima da covid-19. Ele tinha 87 anos e estava internado desde o início de dezembro no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo.

O corpo será levado para sua terra natal, Araruna, na Paraíba, onde o parlamentar será enterrado. Maranhão é a segunda vítima da doença no Senado. Em outubro, Arolde de Oliveira (PSD-RJ), de 83 anos, morreu após ser infectado com o novo coronavírus.

O senador do MDB era o mais velho da atual legislatura e estava em sua segunda passagem pelo cargo, que já havia exercido entre 2003 e 2009. Ele começou sua carreira política em 1955 como deputado estadual. Desde então, foi deputado federal, vice-governador e governador da Paraíba por três vezes.

Em 2019, comandou a sessão do Senado que elegeria Davi Alcolumbre (DEM-AP) presidente da Casa. Na ocasião, a primeira votação precisou ser anulada após serem depositados 82 votos na urna, um a mais do que o número total de senadores.

Com a morte de Maranhão, a senadora Nilda Gondim (MDB-PB), mãe do também senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), assume a vaga de forma definitiva. Ela já estava no cargo como suplente desde o mês passado.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), decretou luto oficial de 24 horas no Congresso Nacional em homenagem ao senador. As reuniões internas de trabalho, como a reunião de líderes, serão mantidas durante o período de luto, informou o Congresso em nota.

Maranhão deixa a mulher, a desembargadora Maria de Fátima Bezerra, do Tribunal de Justiça da Paraíba, três filhos e dois netos.

Nota oficial da assessoria do senador

Com o mais profundo pesar, comunicamos o falecimento do senador José Maranhão (MDB/PB), na noite desta segunda-feira, 8 de fevereiro, em São Paulo. O senador, presidente do MDB da Paraíba, lutava contra as complicações decorrentes da COVID-19 desde o dia 29 de novembro, segundo turno das eleições municipais, quando foi internado em João Pessoa. No dia 3 de dezembro, ele foi transferido para a UTI do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo.

O corpo será levado para sua terra natal, Araruna, na Paraíba, onde será enterrado.

José Targino Maranhão nasceu no dia 6 de setembro de 1933. Graduou-se em Direito pela UFPB. Casado com a desembargadora Maria de Fátima Bezerra, deixa três filhos (Maria Alice, Leônidas e Letícia) e dois netos (José Neto e Maria de Fátima).

O senador José Maranhão foi eleito para o segundo mandato no Senado Federal em 2014. Já havia sido senador, governador da Paraíba por três vezes, vice-governador, deputado Constituinte, deputado federal e deputado estadual. Iniciou sua carreira política em 1955 na Assembleia Legislativa da Paraíba. Teve os direitos políticos cassados pelo regime militar, mas voltou à atividade parlamentar com a redemocratização do País.

Político com forte apreço popular na Paraíba, tornou-se conhecido pela alcunha de \\”Mestre de Obras\\” ao dar prioridade à construção de açudes e adutoras para levar água aos sertanejos e populações carentes de infraestrutura hídrica e projetos sociais. Orgulhava-se de ter trabalhado para levar água às torneiras de milhares de lares paraibanos e de ter sido \\”pioneiro da transposição\\” na Paraíba, antevendo e preparando o Estado para receber as águas do São Francisco. Filiado ao MDB desde 1967, José Maranhão era um dos quadros mais fiéis e perseverantes no Partido, defensor da fidelidade partidária, da independência entre os Poderes republicanos e da política como meio fundamental de conciliação e entendimento democrático.

Era também piloto e nutria grande paixão pela aviação. Foi relator no Congresso Nacional do atual Código Brasileiro de Aeronáutica e dedicou-se nos últimos anos à reforma e elaboração do Novo Código, ainda aguardando votação. No Senado, foi presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania no biênio 2015/16.

José Maranhão licenciou-se do Senado Federal no dia 12 de janeiro. Em sua vaga, tomou posse a primeira suplente, senadora Nilda Gondim, também do MDB. (AE)

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