Criador, regente e arranjador, ele teve a trajetória musical marcada em especial ao canto coral e à atividade pedagógica
Por Patricia Scott
O maestro Samuel Kerr morreu na madrugada desta quarta-feira (17), aos 88 anos, em São Paulo. O enterro será às 17h, desta quinta-feira (18), no Cemitério Chora Menino, em Imirim, na capital paulista. Ele estava internado, desde domingo (14), no Hospital LeForte.
Personalidade marcante da música brasileira, Kerr teve a trajetória associada em especial ao canto coral e à atividade pedagógica. Embora seja mais conhecido no meio musical erudito e do canto coral, inclusive pelos arranjos de hinos religiosos para corais evangélicos, Samuel foi um dos primeiros maestros a fazer arranjos de canções da MPB para corais, ainda nos anos 1960.
Em 2022, a LM Edições Musicais em parceria com o Projeto Hinologia Cristã lançou a Coletânea Arranjos Corais Evangélicos, organizada por Luiz Otávio do Carmo, Marcio Roberto Lisboa e Robson Junior. Também no ano passado, Kerr foi homenageado pelo Conservatório de Tatuí (SP) por sua contribuição à música coral, como regente e arranjador. Na ocasião, foi lançado o volume Samuel Kerr: arranjos corais, organizado por Mônica Thiele e Paulo Cesar Moura.
Ao longo da carreira, Samuel Kerr foi diretor da Escola Municipal de Música e do Coral Paulistano, entre 1980 e 1984 e 1990 e 2001. Pela atuação nos dois cargos, recebeu prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte. Também atuou como regente da Orquestra Sinfônica Jovem Municipal de São Paulo e em vários corais, como o da Santa Casa de São Paulo. Na Cultura FM, Samuel Kerr apresentou a série “Escola Livre de Música”, na faixa especial Ideais Musicais, em 2013.

Trajetória de sucesso
Samuel Kerr nasceu em maio de 1955. Aos 14 anos, começou a estudar piano. Em 1955, migrou para o órgão. Assim, começou a dar os primeiros passos como regente coral, atuando na Igreja Presbiteriana Unida de São Paulo.
Kerr teve aulas com Roberto Schnorrenberg, Hans Graf, Antonieta Moreira Leite e Damiano Cozzella. Na regência, estudou com os professores foram Diogo Pacheco e, nos Estados Unidos, Robert Shaw.
Nos anos 1970, formou-se em composição e regência no Instituto Musical de São Paulo. Mais tarde, seria um dos criadores do departamento de música da Universidade Estadual Paulista (UNESP), onde deu aulas de canto coral e técnicas de expressão vocal. Ao cursar mestrado, Samuel Kerr apresentou a dissertação “A história da atividade musical na Igreja Presbiteriana Unida de São Paulo: uma fisionomia possível”.
Kerr foi curador de Música das Casas de Cultura e Cidadania da AES/Eletropaulo (2008-2010); professor dos Painéis Funarte de Regência Coral (2007- 2013). Também foi regente de diversos e prestigiados corais, como por exemplo da Terceira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo, Coral da UNESP, Madrigal “Psychophármacon”, Coral Paulistano, Convidado da Camerata Antiqua de Curitiba, Coral da Osesp;, Coral Pró-Música de Goiânia.
Com informações Hinologia Cristã, G1, R7 e Correio de Povo

