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sexta-feira, 1 julho 2022

Moçambique: islâmicos extremistas são suspeitos de decapitarem pastor

Foto: Reprodução

O aumento da perseguição no país africano reflete os ataques de extremistas religiosos e a presença de cartéis de drogas em algumas áreas

Por Patricia Scott 

Militantes de grupos islâmicos radicais são suspeitos de decapitarem um pastor, que não teve o nome divulgado, em Moçambique. Segundo a BBC, o caso ocorreu no distrito de Macomia, província norte de Cabo Delgado. O país é o 45º na Lista Mundial da Perseguição 2021. Levantamento que classifica os 50 países em que os cristãos são mais perseguidos.

O pastor foi interceptado em um campo por um suposto grupo rebelde ligado ao Estado Islâmico. Os agressores decapitaram a vítima e, depois, entregaram a cabeça à esposa, ordenando que ela informasse as autoridades. A mulher, moradora da vila de Nova Zambézia, carregou uma sacola com a cabeça do marido até a base do comando da polícia distrital.

Este é o mais recente ataque suspeito de ser realizado por grupos islâmicos. O alvo, desde outubro de 2017, tem sido distritos em Cabo Delgado. Recentemente, outros grupos terroristas atacaram aldeias no distrito de Mecula, no Norte do país. Neste mês, um grupo ateou fogo em uma aldeia cristã em Macomia.

Após missões realizadas pelas forças da Comunidade de Desenvolvimento Moçambicana, Ruandesa e Sul-africana (SADC), os insurgentes migraram faz pouco tempo para a província de Niassa. Relatório aponta que um grupo armado ligado ao Estado Islâmico sequestrou e escravizou mais de 600 mulheres e meninas na província de Cabo Delgado, no Norte de Moçambique.

O aumento da perseguição em Moçambique reflete os ataques de extremistas islâmicos e a presença de cartéis de drogas em algumas áreas. Na parte Norte do país, os cristãos enfrentam brutal violência, sendo forçados a abandonar suas casas e fugir.

Extremistas islâmicos saquearam e destruíram muitos locais cristãos de adoração, escolas cristãs e empresas de cristãos. Na parte Norte do país, os muçulmanos são a maioria. Então, os novos discípulos de Jesus enfrentam extrema pressão para renunciar à fé. Se eles se recusarem, provavelmente enfrentarão ataques violentos.

 

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