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segunda-feira, 17 maio 2021

A força das missões transculturais

Conheça a Adventist Frontier Missions (AFM), da igreja Adventista. Um lugar para você servir as missões transculturais enquanto vê o mundo pelos olhos de Deus

Por Priscilla Cerqueira

Missões transculturais trata-se de um esforço da Igreja em cruzar qualquer fronteira que separe o missionário de seu público alvo. É esse o trabalho da Adventist Frontier Missions (AFM Brasil), com sede em SP, que foi implantada no Brasil em 2015 pela Igreja Adventista.

Integram a missão, pessoas que trabalham para alcançar os não alcançados nesta geração. Nesta entrevista, o pastor Diogo Lemos dos Santos, que assumiu a presidência da agência sul-americana aos 33 anos, fala da Mongólia, relembra milagres, compartilha a visão de longo prazo e se emociona por ver vidas transformadas.

Você já viajou o mundo. Por que serviu na Mongólia?

Pastor Diogo Lemos – Dois anos antes de ir para Mongólia ouvi uma palestra do pastor Elbert Kuhn (atual secretário Mundial do Serviço Voluntário) que na ocasião trabalhava no país. Brinquei com minha esposa: “já pensou irmos para lá?” A coisa deu certo. Não pensamos duas vezes em dar a resposta.

Trabalhar em missões transculturais muda a cabeça? 

Você vira outra pessoa. Passar pelo choque cultural é o aprender de se esvaziar à semelhança de Cristo para se fazer um com eles. Foi um processo. Alguns levam meses; outros levam anos. Mesmo missionários de curtíssimo prazo experimentam isso. Por exemplo, vi jovens e adultos, de diferentes nacionalidades, dizerem: “ah, agora faz sentido a missão da igreja”.

Quais foram seus maiores desafios na fase inicial do trabalho na Mongólia?

Crescemos vendo o mundo a partir de nossa própria cosmovisão. Só que valores como respeito, prestígio, tempo e outros, variam de lugar para lugar. No meu caso para conviver entre os mongóis tive que abrir mão de valores pessoais como privacidade e comunidade.

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Pastor Diogo Lemos com a família. Foto: arquivo pessoal

Como foi a hora de trazer a equipe da Mongólia para visitar o Brasil? E quais os resultados disse em termos de aprendizado?

Embarcamos na Mongólia com apenas metade dos recursos, apesar de um ano de planejamento. Porém, eu tinha convicção que o fruto desse choque cultural, ao visitar o Brasil, seria importante. Lembrei de Ellen White: “Os meios de que dispomos talvez não pareçam suficientes para a obra; mas, se avançarmos com fé, crendo no todo-suficiente poder de Deus, abundantes recursos se nos oferecerão”. Os resultados não poderiam ter sido melhores! Hoje a Mongólia tem outra escola! Um movimento de pivotagem aconteceu. Manuais foram revisados, bem como rotinas, nível de higienização, marketing, mídias sociais, processo de matrículas, perfil docente, estrutura física. Deus superou em muito toda a expectativa que tínhamos.

As doações são importantes no suporte a missão transcultural? E quais os sonhos imediatos da AFM Brasil?

São vitais! Missão precisa de recursos. A Igreja na América Latina é fruto do esforço e recursos missionários. Olhando para o enorme potencial que pela graça de Deus hoje temos, penso que poderíamos fazer mais. Quanto mais voluntários doadores mais poderíamos fazer no campo. A relação é direta e proporcional. Sonhamos com mais voluntários que preguem e sirvam em contextos desafiadores. Prepará-los tecnicamente, supervisioná-los no campo e auxiliá-los na readaptação ao Brasil. Tudo isso ao menor custo possível!

O que faz brilhar os olhos dos jovens que se inscrevem na AFM mesmo conscientes dos desafios?

Resposta fácil: o amor em salvar pessoas. Eu vivi momentos desafiadores e senti muitas vezes Deus nos pegar no colo, como quando vi um anjo velando meu filho. Mesmo assim, o que derrete o coração é ver o Espírito Santo mover.

Que motivação você deixa para quem deseja viver a missão em mão dupla?

Quer viver II Coríntios 5:18? Deixe os holofotes no aeroporto e se inscreva em nosso site! Embora sucesso missionário não meça em números, Deus pode permitir que vejamos os resultados como o privilégio que tive de conduzir ao batismo Munguu. Foram três anos de luta falando do reino de Deus até o belo dia em que ela pediu para ser batizada. Missão produz para eternidade!

Saiba mais sobre a missões transculturais

*Extraído por Notícias Adventistas e adaptado por Comunhão

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