O evangelho nas tribos indígenas do Amazonas

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Relatório da Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB) aponta que 53,5% etnias indígenas da Amazônia têm presença missionária evangélica

Um relatório da Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB) apontou que das 340 etnias indígenas presentes na região da Amazônia, 182 têm presença missionária evangélica. Um percentual de 53,5% do total.

O levantamento, publicado pelo Jornal O Globo, mostrou que em 132 comunidades os trabalhos são feitos pelos próprios indígenas.

Segundo a antropóloga Lucia Helena Rangel, assessora do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e coordenadora do “Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil”, há diversos tipos de missionários atuando junto aos povos indígenas. Alguns com o intuito de defender os direitos desses povos e outros com o objetivo de praticar evangelização, semelhante ao desejado por Pero Vaz de Caminha.

“Tem alguns evangélicos que estão lá para evangelizar do jeito deles, que é para traduzir a bíblia, para dessa forma exercitar um domínio sobre os povos”, disse à Sputnik Brasil.

O controle de acesso de grupos religiosos a tribos indígenas é feito pela Fundação Nacional do Índio (Funai). A entrada de missões em terras indígenas só pode ocorrer com autorização da presidência do órgão ou em caso de as lideranças das aldeias autorizarem a entrada dos grupos.

Segundo Eduardo Luz, pastor da organização Missão Novas Tribos do Brasil, que trabalha com evangelização dos povos indígenas há aproximadamente 40 anos, o trabalho não se limita a levar o  evangelho.

“Nós levamos o evangelho, tanto pela vida quanto pela palavra transmitindo o ensinos da bíblia, mas nós cuidamos da área de saúde, educação, desenvolvimento comunitário, aquilo que traz benefícios para as comunidades que nós trabalhamos”, justificou à Sputnik Brasil.

Estatística

A porcentagem de indígenas que se declaram evangélicos saltou de 14% em 1991 para 25% em 2010, acima dos brasileiros em geral, segundo o IBGE. Em 2018, pesquisa Datafolha apontou uma proporção de 32%.

As missões levam às aldeias serviços de educação e saúde , além de ajudar a preservar a língua e a cultura desses povos, muitas vezes já prejudicadas pelo contato com as cidades.

“Na cultura indígena, o Evangelho vem para valorizar a pessoa, tirar coisas que entraram de fora como o álcool e as drogas e reforçar a cultura inicial, que é de uma família bem estabelecida”, esclareceu o pastor Juliano Modolo.


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