A COSDECOL leva futebol, educação e apoio espiritual a comunidades vulneráveis não apenas em Medellín, mas também em outras cidades colombianas
Por Patricia Scott
Conhecida por décadas como um dos epicentros da violência na América Latina, Medellín, na Colômbia, carrega o peso de um passado marcado pelo narcotráfico e pelo recrutamento de crianças por grupos criminosos. Nos anos 1980 e 1990, a cidade foi considerada a capital mundial do homicídio, com taxas alarmantes. “De 1985 a 2000, a média era de 15 a 20 assassinatos por dia. Psicólogos chegaram a classificar Medellín como uma ‘cultura da morte'”, relatou o missionário Mark Wittig, presidente da Corporação Social e Esportiva da Colômbia (COSDECOL).
A instituição leva esporte, educação e apoio espiritual a comunidades vulneráveis não apenas em Medellín, mas também em outras cidades colombianas. Wittig destaca a mudança de percepção nas comunidades. “Nossos treinadores conquistaram o respeito. Até líderes de gangues querem que seus filhos participem dos treinos.”
Colombiano e filho de missionários, Wittig retornou ao país em 1985 após anos nos Estados Unidos. Ele se estabeleceu em um bairro de Medellín, onde jovens atuavam indiretamente para o cartel de Pablo Escobar.
Foi nesse cenário que Wittig viu no futebol uma ferramenta para alcançar crianças e adolescentes envolvidos com o crime. O que começou como um torneio de bairro, logo se transformou em um projeto estruturado que combinava esporte e espiritualidade. “Acreditei que Deus cuidaria de mim de alguma forma”, disse.

Antes de cada partida, uma passagem bíblica era compartilhada com os jogadores. Em algumas ocasiões, participantes levavam armas para os jogos. “Já tirei jovens da delegacia e depois os acolhi em minha casa”, contou. Com o tempo, muitos desses jovens passaram a frequentar encontros semanais de discipulado e estudos bíblicos.
Um dos beneficiados foi Alex Saldarriaga, filho de um dos líderes do cartel. Aos 10 anos, ele já limpava armas do pai e foi introduzido ao futebol pelo projeto. “Fiquei confuso ao ver um treinador com uma Bíblia. Foi a primeira vez que ouvi algo sobre amor”, contou. A transformação veio com o tempo, levando Alex a uma reconciliação com o pai e à decisão de evangelizar outros membros do cartel. Atualmente, ele atua como Diretor de Esportes da COSDECOL.
Hoje, ex-membros de gangues participam ativamente da missão. “A graça de Deus é maior do que qualquer pecado. Onde o pecado abundou, a graça superabundou. É isso que vimos em Medellín: vidas transformadas, famílias restauradas e esperança renovada”, afirmou Wittig. Com informações CBN News
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