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Missão brasileira celebra o resgate de 58 famílias da escravidão no Paquistão

• Atualizado em 11/09/2025
2 min de leitura

A missão evangélica “Até Que Todos Saibam”, liderada pela missionária Tia Jô, alcançou uma nova marca: 58 famílias libertadas da escravidão em fábricas de tijolos no Paquistão. Grande parte desses trabalhadores é formada por cristãos forçados a pagar dívidas contraídas por empréstimos que atravessam gerações.

Em meio à pobreza extrema, famílias recorrem aos donos das olarias para custear despesas médicas, casamentos, alimentação ou aluguel. Com juros abusivos, as dívidas tornam-se impagáveis, aprisionando homens, mulheres e até crianças em condições de trabalho forçado por décadas.

A primeira libertação ocorreu em 2023. Desde então, a missão tem mobilizado doações para quitar dívidas e assegurar a liberdade de famílias inteiras. Só nas últimas semanas, três novos resgates foram realizados.

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Entre os beneficiados está a família de Irfan Masih, sua esposa Sônia e três filhos, libertados com apoio financeiro da Assembleia de Deus Ministério Ide, nos Estados Unidos. Após o resgate, a família recebeu uma casa, acesso à escola para as crianças e meios para um novo começo. Irfan passará a atuar como mototaxista.

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Em comunicado, a missão destacou: “A vida da família Irfan agora é um testemunho vivo de que a fé e a solidariedade podem quebrar correntes e mudar destinos. Mas ainda há muitas famílias esperando por esse milagre.”

Sistema peshgi 

De acordo com a Agência Repórter Brasil, cerca de 1 milhão de pessoas vivem em condições análogas à escravidão no Paquistão. Grande parte delas é submetida ao trabalho forçado por dívidas herdadas de gerações anteriores, em um sistema conhecido como peshgi. Embora a prática seja proibida desde 1992, ela ainda persiste no país.

Os trabalhadores enfrentam condições degradantes. Nos fornos, o calor é tão intenso que muitos utilizam sapatos de madeira para evitar que as solas de borracha derretam durante o verão. A rotina inclui longas jornadas, com a exigência de produzir entre 1.500 e 2.500 tijolos por dia. Em troca, recebem apenas quatro dólares para cada mil unidades fabricadas.

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