Afastado do cargo, Ministro do Trabalho pede demissão

Ministro do Trabalho, Helton Yomura. Foto: Agência Brasil

Helton Yomura foi afastado do cargo por determinação do Supremo Tribunal Federal. Ele foi alvo de investigação da Polícia Federal.

O ministro do Trabalho, Helton Yomura, pediu demissão nesta quinta-feira (05) do cargo.  A informação foi confirmada pela Presidência da República. Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), ele foi afastado do cargo, após ele ser alvo da 3.ª fase da operação Registro Espúrio, da Polícia Federal.

A operação investiga uma suposta organização criminosa integrada por políticos e servidores. O grupo teria atuado para cometer fraudes na concessão de registros sindicais pelo Ministério do Trabalho. Yomura chegou a ser submetido a um interrogatório da Polícia Federal. Mas preferiu o silêncio.

A carta de demissão do ex-ministro foi enviada ao presidente Michel Temer. Yomura diz: “Estou ciente de que jamais pratiquei ou compactuei com qualquer ilicitude ou irregularidade nos cargos que ocupei no Ministério do Trabalho”.

Operação Registro Espúrio

A Operação resultou por afastar o ministro interino do Trabalho Helton Yomura, do cargo. A suspensão foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

De acordo com a Agência Brasil, o Ministério do Trabalho é um dos alvos da terceira fase da operação, que investiga fraudes na concessão de registros sindicais. Yomura vai prestar um depoimento à polícia nesta manhã.

Enquanto isso, o ministro interino fica proibido de manter contato com demais investigados ou servidores da pasta. Outro investigado é o deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP). Ele também deverá ficar afastado do cargo e proibido de manter contato com funcionários do ministério e da Câmara, a menos que precise exercer o mandato.

Os policiais federais cumprem, desde cedo, dez mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária em Brasília e no Rio de Janeiro. Os mandados foram expedidos expedidos pelo STF.