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quinta-feira, 30 maio 2024

Ministro afirma que evangélicos foram enganados a respeito de Lula

Dias quer aproximação com público evangélico. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado.

Wellington Dias disse que aumento da rejeição ao presidente se deve à divulgação de fake news

Por Gustavo Costa

Com a missão de aproximar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva do público evangélico, o ministro do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou, em entrevista à BBC News Brasil, que existe uma “fábrica de mentiras” espalhando informações falsas sobre a atuação do governo.

Na entrevista, ele protestou, inclusive, sobre os boatos de que o governo fechará templos de algumas denominações. “Se alguém diz que não apoia porque o governo está fechando igrejas, isso é uma mentira e vamos ter que esclarecer. Se a pessoa diz que não apoia porque o governo está tratando de banheiro unissex nas escolas, isso é mentira”, falou.

O governo já se prepara para o lançamento de uma campanha que tem como slogan “Fé no Brasil”, idealizada para, entre outras ações, estabelecer diálogo com os evangélicos. Dias afirmou ainda que o governo passará a trabalhar junto a entidades evangélicas em situações como o combate à fome. “Há evangélicos passando fome e precisamos trabalhar com eles”, disse o ministro.

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Situação com evangélicos preocupa governo

Os evangélicos são percebidos pelo atual governo como uma grande resistência à gestão da esquerda e, como tal, ganharam prioridade nos debates sobre popularidade. Não é para menos. Na eleição de 2018, aproximadamente 70% dos evangélicos votaram no então candidato Jair Bolsonaro. Na ocasião, isso significou que eles foram decisivos no resultado, com 11 milhões de votos no pleito contra Fernando Haddad.

Mudou o governo, e a reprovação desse público contra Lula vem crescendo desde 2023. Os descontentes passaram de 46% em agosto do ano passado para 63% neste mês de março.

Isso, claro, preocupa o governo para os próximos pleitos e faz com que o ministro, que tem a importante tarefa de chefiar a pasta responsável pelo Bolsa Família, tenha que fazer o trabalho de mediador entre governo e população evangélica.

Embora conteste o que define como campanha difamatória, Dias reconhece que o pronunciamento de Lula a respeito da guerra na Faixa de Gaza contribuiu para a rejeição aumentar. Em fevereiro deste ano, o presidente comparou as ações de Israel ao regime de Adolf Hitler, responsável pelo extermínio de milhões de pessoas, principalmente judeus.

De acordo com o ministro, as palavras do presidente foram entedidas de forma equivocada. “Nós tivemos essa situação da guerra na Faixa de Gaza em que fizeram várias interpretações sobre a posição do presidente Lula, que é uma posição do Brasil”, defendeu.

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