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quarta-feira, 19 janeiro 2022

Ministra Damares relembra o abuso que sofreu

Em ato solene em Vitória (ES) pelo Dia nacional de combate ao abuso da criança e adolescente, Damares declarou: “não queremos que aconteça com mais nenhuma violência contra criança no Brasil”

Por Priscilla Cerqueira 

Em visita a Vitória (ES) nesta terça-feira, 18, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, visitou o Memorial Araceli, no Viaduto do final da Praia de Camburi. Local onde a menina Araceli, 8 anos, foi sequestrada, drogada, espancada, estuprada e morta em 1973. O viaduto é batizado em homenagem à criança e tem um grafite com o rosto da menina.

A visita da ministra acontece no dia em que é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Data em que é mencionado o sequestro da menina Araceli Cabrera Sánchez Crespo.

“Esse viaduto para nós é muito significativo. O Brasil inteiro hoje está falando de Araceli. Nós estamos aqui também dizendo, não só Araceli, mas todas as crianças que foram vitimadas, todas as crianças que foram assassinadas, violentadas. Chega, acabou”, explicou.

Ato contra o abuso sexual

A ministra participou de um ato simbólico pela data, acompanhada do prefeito de Vitória (ES), Lorenzo Pazolini (Republicanos), que é um militante nesta causa.

Damares disse que o objetivo é convocar a sociedade para assumir o compromisso de proteger as crianças e adolescentes. “A violência contra crianças é uma realidade no Brasil, mas estamos vencendo isso com essa junção de forças, os poderes unidos, pessoas comprometidas e a sociedade vindo junto”, declarou.

A vice governadora do Espírito Santo, Jaqueline Moraes, que é evangélica e que também milita em políticas públicas contra a violência sobretudo a mulher, também participou do momento. E fez um discurso emocionante. “Por que tanta resistência? Nós precisamos indignar, porque esta violência está estruturada em todas as camadas da sociedade”, declarou.

“Temos que fazer a lei valer. No nosso governo cabem todas as diferenças mas que se unem quando a causa é justa como essa, a de combate a violência contra a criança e adolescente. Todas as públicas públicas tem que mudar a vida das pessoas, e principalmente das crianças”, acrescentou.

Abuso sexual

Por ano, o Brasil registra 500 mil casos de exploração sexual contra crianças e adolescentes, ocupando o segundo lugar no ranking de exploração sexual infantojuvenil. Desse dado, 75% das vítimas são meninas e, em sua maioria, negras.

Elas são vítimas de espancamentos, estupros, estão sujeitas ao vício em álcool e drogas, e também a Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), já que muitas vezes não utilizam preservativos.

Ministra Damares, que foi abusada sexualmente na infância, afirmou para a Comunhão, que a história de Araceli se parece com a dela, mas que ela sobreviveu.

“Para mim é muito significativo estar aqui, pois o rosto de Araceli marcou minha vida. A história de Araceli comove o Brasil, e é muito parecida com a minha, mas com um desfecho diferente, pois eu sobrevivi. Não quero que aconteça abuso com mais nenhuma criança no Brasil”, disse.

Confira parte da declaração da ministra à Comunhão

Galeria de fotos da visita da ministra em Vitória (ES)

Fotos Leandro Braga

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