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quarta-feira, 25 maio 2022

Militares dão golpe de Estado em Burkina Faso, na África Ocidental

Foto: Reprodução

Roch Kabore é criticado pela população pela incapacidade governamental de conter a violência de grupos religiosos extremistas pelo país

Por Patricia Scott 

O presidente de Burkina Faso, Roch Kabore, foi detido por militares na capital Ouagadougou, ontem (24). Há relatos de que houve tiroteios próximo ao palácio presidencial, segundo informações de Portas Abertas, como também em vários quarteis da capital. E, nesta terça-feira (25), mais de mil pessoas se reuniram na praça nacional para celebrar o golpe de Estado que derrubou Kabore, dissolveu o governo, suspendeu a Constituição e fechou as fronteiras do país, de acordo com a CNN Brasil.

O golpe acontece em meio a uma insurgência islâmica sangrenta que fez milhares de vítimas fatais e deslocou milhões pela região do Sahel. Militares anunciaram que haviam derrubado Kaboré, na segunda-feira (24). A medida é condenada internacionalmente. No entanto, apoiada pela população do país, que está cansada da insegurança generalizada, rumores de corrupção e profunda pobreza.

Segundo divulgou um diplomata da África Ocidental e fontes de segurança, o  Roch Kabore está em um campo militar no quartel de Sangoule Lamizana. A notícia foi confirmada por militares à agência francesa AFP. No entanto, não há nenhuma declaração oficial sobre o paradeiro do líder. A insatisfação dos militares e da população é devido à maneira pela qual o governo enfrenta o avanço de grupos terroristas no país.

Kabore estava no poder há sete anos. Desde então, ele prometia tornar prioridade a luta contra os extremistas. O presidente de Burkina Faso vinha sendo cada vez mais criticado pela população. O povo está indignado com a violência jihadista e também com a incapacidade governamental de combatê-la. Os militares exigem apoio na luta contra os militantes islâmicos que atuam no país. Vale destacar que eles não param de crescer.

Roch Kabore foi deposto por militares – Foto: Reprodução

Um porta-voz dos militares revelou à imprensa a exigência de recursos apropriados para combater os jihadistas, além de melhorias na qualidade de vida para os soldados feridos e suas famílias. Por enquanto a situação parece estar calma, porém em eventos anteriores criminosos e grupos militantes utilizam essas situações de incertezas para atingir civis e igrejas.

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