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quarta-feira, 25 maio 2022

Milhares de americanos vão às ruas em marcha contra o aborto

Foto: Reprodução

Movimento pela vida reúne 100 mil pessoas, em Washington. Elas defendem o direito à igualdade, inclusive para bebês que não nasceram

Por Patricia Scott 

Pelo menos 100 mil americanos participaram da Marcha pela Vida 2022, em Washington, na última sexta-feira (21), mesmo com o frio que atingia a localidade. Eles esperam que, em breve, os estados tenham permissão para proteger bebês, que ainda não nasceram.

A manifestação foi marcada pela esperança, tendo em vista e expectativa que a Suprema Corte dos EUA derrube a Roe v. Wade a partir de um caso que ocorreu no Mississípi. “Roe não é lei estabelecida”, frisou a presidente da Marcha pela Vida, Jeanne Mancini, à multidão.

Os americanos pró-vida desejam que o tribunal reconheça que a igualdade, um dos valores mais fundamentais da América, seja aplicada a todos os seres humanos, inclusive bebês no útero. A partir da Roe, os estados são autorizados a legalizar o aborto sem limites até o nascimento. A decisão de 1973, segundo projeções, levou à morte de mais de 63 milhões de bebês não nascidos em abortos e centenas, talvez milhares, de mães.

“Há uma lista de espera de bebês com síndrome de Down para serem adotados, mas 80% são abortados. Estou com o coração partido ao pensar em todos os meus amigos que não estão aqui hoje por causa do aborto”, disse Katie Shaw, uma defensora dos direitos dos deficientes que tem síndrome de Down. Segundo ela, “a igualdade começa no momento da concepção. Estou orgulhosa de estar aqui hoje para marchar e mostrar ao mundo que as pessoas com deficiência precisam de uma chance de viver suas vidas fora do útero”.

Todos os anos, a Marcha pela Vida é realizada. Em dezembro, a Suprema Corte ouviu, do estado do Mississípi, uma contestação direta a Roe. Com a maioria conservadora no tribunal superior e a decisão dos juízes de não bloquear a proibição do aborto no Texas, no ano passado, muitos têm fortes esperanças de que o tribunal acabe com Roe. Espera-se uma decisão para junho.

Com informações Life News

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