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domingo, 28 novembro 2021

Alfinetada de Pompeo à China: “ameça a liberdade religiosa”

Durante viagem asiática nesta quinta-feira, 29, chefe da diplomacia norte-americana, Mike Pompeo, fez novo ataque à China

O secretário de Estado americano Mike Pompeo, declarou nesta quinta-feira, 29, em Jacarta, Indonésia, que a China representa “a ameaça mais grave à liberdade religiosa”.

Pompeo reitera suas críticas à China desde o início de sua visita na segunda-feira na Índia, que seguiu para o Sri Lanka, Maldivas e Indonésia e que irá para o Vietnã na sexta. Em Jacarta, Pompeo atacou o tratamento à minoria muçulmana uigur por parte de Pequim.

No dia anterior no Sri Lanka, fortemente endividado com a China, Pompeo denunciou o comportamento “predatório” do Partido Comunista chinês e alertou as Maldivas contra a “atitude ameaçadora e sem fé nem lei” de Pequim.

“A ameaça mais grave para o futuro da liberdade religiosa é a guerra do partido comunista chinês contra pessoas de todas as crenças: muçulmanos, budistas, cristãos e seguidores de Falun Gong”, disse Pompeo à influente organização muçulmana sunita indonésia Nahdlatul Ulama.

“O partido comunista chinês, ateu, tentou convencer o mundo que a brutalidade que inflige aos muçulmanos uigures em Xinjiang é necessária para o combate ao terrorismo ou para aliviar a pobreza”, continuou.

China

Segundo organizações de direitos humanos, mais de um milhão de uigures foram internados em “acampamentos” na região de Xinjiang (noroeste da China). A China afirma que são principalmente “centros de treinamento profissional” para ajudar a população a encontrar um emprego e, desse modo, afastá-la do extremismo religioso.

A China é o principal sócio comercial da Indonésia e, neste país, que conta com a maior população muçulmana do mundo, as críticas sobre o destino dos uigures na China foram sufocadas.

*Com informações de AFP 

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