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domingo, 8 DE fevereiro DE 2026

Michelle declara apoio a Caroline de Toni após impasse do PL

“Desespero chegou”, critica Michelle Bolsonaro ao atacar governo Lula
Em evento do PL Mulher, a ex-primeira-dama criticou Lula por se aproximar de evangélicos, além de ressaltar a importância da direita se unir - Foto: Portal Comunhão

Ex-primeira-dama declara apoio após impasse interno sobre vaga ao Senado em Santa Catarina

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou nesta quarta-feira, 4, uma mensagem de apoio à deputada federal Caroline de Toni (PL-SC). A parlamentar afirmou ter ouvido do presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, que não há vaga para ela concorrer ao Senado pela legenda.

Em publicações no Instagram, Michelle compartilhou imagens ao lado de Caroline e também do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com a deputada. Ao comentar as fotos, a presidente do PL Mulher sinalizou respaldo político à catarinense e indicou que ela conta com o apoio do casal Bolsonaro. “Estaremos com você”, escreveu.

Valdemar Costa Neto, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) e Caroline devem se reunir às 15h desta quarta-feira em Brasília, para tratar do impasse em torno da disputa pelo Senado no Estado, segundo fontes ouvidas pelo Estadão/Broadcast.

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Caroline relatou a interlocutores que ouviu de Valdemar não haver espaço para sua candidatura ao Senado pelo PL. A legenda pretende cumprir um acordo para lançar o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) e apoiar a reeleição do senador Esperidião Amin (PP-SC) nas duas vagas em disputa neste ano.

Nos bastidores, Valdemar sustenta que precisa cumprir um acordo com o presidente do PP, Ciro Nogueira, para apoiar Amin. Pessoas próximas ao presidente do PL também disseram ao Estadão/Broadcast que o partido não pretende contrariar o ex-presidente Jair Bolsonaro e, portanto, se vê levado a lançar Carlos ao Senado no Estado.

Caroline, no entanto, afirmou que vai manter a sua pré-candidatura ao Senado e cogita mudar de partido. Segundo a deputada, outras seis legendas já lhe fizeram convites: Avante, Podemos, PRD, Novo, MDB e PSD.

“Vou, porque eu estou bem nas pesquisas”, disse a deputada a jornalistas, em evento da Frente Parlamentar pelo Livre Mercado, em Brasília. “Eu me comprometi com deputados, com prefeitos, com todo mundo. Eu não tenho como voltar atrás, mesmo que eu perca”, acrescentou.

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Jorginho Mello, que pretende se reeleger governador, disse à imprensa no mesmo evento que vai apoiar Carlos e Carol. A articulação levaria a uma “chapa pura” em Santa Catarina, com candidatos a governador e às duas vagas do Senado do mesmo partido.

No entanto, aliados de Jorginho afirmam reservadamente que ele também dificilmente conseguirá reverter a situação para Carol dentro do partido. Uma das alternativas já oferecidas pelo PL foi a entrega da liderança do partido na Câmara à deputada em troca de sua desistência, mas ela recusou.

Outra possibilidade é que Jorginho recorra a um diálogo com o próprio Bolsonaro, que está preso na Papudinha, em Brasília. Porém, aliados afirmam que o ex-presidente não desistirá de lançar o filho, enquanto Amin representa um apoio importante para Jorginho, com uma estrutura partidária forte e histórico político como prefeito, governador e dois mandatos no Senado.

A terceira vaga catarinense no Senado, atualmente, é ocupada por Jorge Seif (PL-SC), com mandato até 2029.

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Com informações da Estadão Conteúdo – Política, Victor Ohana e Vanessa Araujo

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