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Quaest: apoio de Michelle impulsiona Flávio Bolsonaro

Levantamento mostra melhora na avaliação do acordo e impacto limitado das restrições a Jair Bolsonaro

2 min de leitura

O apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) foi bem visto entre os brasileiros e aumenta as chances do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial, aponta pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 5. Além disso, a pesquisa mostra que as restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como a proibição de se encontrar com Flávio, são erradas para a maioria da população.

Para 59%, o “cessar-fogo” entre Michelle e Flávio foi positivo. Outros 25% viram isso como negativo. A ex-primeira-dama e seu enteado selaram as pazes após semanas de desavenças públicas. Em vídeo divulgado nas redes sociais em 24 de junho, Michelle disse ter se sentido “humilhada” e “apunhalada” por Flávio. As pazes só vieram às vésperas da convenção nacional do PL.

O porcentual dos que acreditam que o apoio de Michelle é importante para a campanha de Flávio aumentou em relação a julho. Agora, 46% dizem que o apoio da ex-primeira-dama aumenta as chances do senador vencer a disputa presidencial (eram 38%). Para 45%, isso não aumenta (eram 47% há um mês).

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Por outro lado, 52% disseram que as restrições impostas a Jair Bolsonaro são algo errado, enquanto 41% afirmaram que a proibição de visitas está certa. Bolsonaro está em prisão domiciliar. Os encontros com Flávio foram proibidos após o senador divulgar uma carta escrita pelo pai reforçando o apoio à sua candidatura. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), viu nesse episódio uma tentativa de burlar as restrições da prisão domiciliar e proibiu as visitas ao ex-presidente.

A pesquisa desta quarta-feira também mediu o impacto da reunião de Flávio Bolsonaro com embaixadores no último mês. No encontro Flávio levantou suspeitas sobre as urnas eletrônicas. A grande maioria dos entrevistados (68%) disse não ter conhecimento sobre esse encontro do senador, enquanto 32% disseram que sabiam.

O impacto, segundo os números da pesquisa, parece residual. Para 54%, o que aconteceu não altera em nada as chances de votar no senador. Outros 26% disseram que o que Flávio fez diminui as chances de votar nele. Para 15%, as declarações de Flávio aumentam essa possibilidade.

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06591/2026.

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Com informações da Estadão Conteúdo – Política, Gabriel Hirabahasi e Juliano Galisi

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