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quinta-feira, 18 abril 2024

Mês dedicado à valorização da vida

Cabe ao cristão ajudar a pessoa que está sofrendo a ter um propósito na vida, uma missão, se sentir amada. Foto: Freepik

No próximo domingo (10) acontece o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. No Brasil, a campanha preventiva é conhecida como “Setembro Amarelo”.

Por Cristiano Stefenoni

No próximo domingo (10) acontece o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Aqui no Brasil, essa campanha preventiva é conhecida como “Setembro Amarelo”. Além das ações governamentais, é comum acontecerem ações nas igrejas para enfatizar a valorização da vida, mostrar solidariedade e oferecer ajuda a quem, muitas vezes, só precisa ser ouvido.

E os números mostram a urgente necessidade da igreja tratar de um assunto tão delicado. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que mais 700 mil pessoas cometem suicídio anualmente, sendo essa a quarta maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos de idade.

Para efeito de comparação, todos os anos, morrem mais pessoas por conta do suicídio do que por HIV, malária, câncer de mama, guerras e homicídios.

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No Brasil, só no ano passado foram registrados 16.262 casos de suicídio, uma média de 44 por dia, sendo 8 a cada 100 mil habitantes, uma alta de 11,8% em relação a 2021, segundo dados Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

“Esse aumento do suicídio e dos comportamentos suicidas já eram evidentes antes da pandemia e piorou muito com o desemprego, isolamento social, luto e estresse multifatorial. Cada vez mais temos dificuldade no manejo e na reparação do estresse, negligenciando a qualidade do sono, a alimentação saudável, o lazer e os relacionamentos afetivos saudáveis”, justifica o médico psiquiatra Dr. José Luis Leal de Oliveira.

O médico explica que, na maioria das vezes, o suicida costuma dar sinais do que está para fazer e que a maioria daqueles que apresentou comportamento suicida passou por alguma consulta médica alguns meses antes. Segundo ele, qualquer mudança no padrão de comportamento que dure período maior ou igual a duas semanas é sinal de alerta para o adoecimento mental.

“Todo suicídio decorre de alguma doença psiquiátrica, pois é fisiológica a autoproteção, a autodefesa é um reflexo do funcionamento cerebral primitivo. Sinais como tristeza, isolamento social, pensamentos negativos e pessimistas, irritabilidade, insônia, impulsividade, desmotivação, diminuição de energia, choro fácil e desregulação emocional são alguns dos sintomas que podemos observar em quem está adoecendo”, alerta Oliveira.

De acordo com o psiquiatra, tanto o poder público como a população de uma forma geral podem contribuir para a prevenção do suicídio.

“Todos devemos ajudar a prevenir, tanto exigindo atitude dos poderes públicos para a implementação de políticas de prevenção e tratamento acessíveis a todos os segmentos da população, como no âmbito individual observando, escutando e conversando com as pessoas, assim como no trabalho e na escola”, orienta o médico.

O importante papel da igreja na valorização da vida

Segundo o pastor Édson de Oliveira Pinto, doutor em Psicologia e psicanalista especialista em Neurociência, a igreja tem um importante papel no processo de prevenção ao suicídio e na valorização da vida.

“É muito importante também que nos cultos, nos sermões, os pregadores tenham sempre essa consciência de ajudar as pessoas, de levar a esperança em Cristo Jesus, oferecer o apoio da irmandade àqueles que precisarem. Então, a igreja tem que ser um local de acolhimento para as pessoas se renovarem”, afirma o pastor.

Além disso, ele ressalta que a igreja pode ajudar a pessoa que está sofrendo a ter um propósito na vida, uma missão, se sentir amada.

“O que eu estou fazendo aqui? Qual é a minha utilidade? Para que sirvo na minha família, igreja e sociedade? Enfim, quando a pessoa não se sente valorizada, sem ter nenhuma ligação com essas estruturas, então, ela passa por uma crise existencial e se pergunta: para que eu existo? A pessoa que se sente bem acolhida tem muito mais motivos para viver”, explica.

O pastor também sugere que as igrejas orientem aos seus membros a evitarem assistir filmes ou ler livros que estimulem a tristeza, a ansiedade e a depressão. “Um livro, um filme ou uma série. Há uma estimulação muito grande para o suicídio por parte desses veículos de comunicação”, alerta o pastor.

Se precisar conversar, entre em contato:

Centro de Valorização da Vida (CVV)
O CVV realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo de forma voluntária todas as pessoas que querem conversar por telefone, email, chat e voip.

Mais informações: clique aqui.

Chat: clique aqui.

Telefone: ligue 188

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