O médico cientista que crê em Deus

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No dia do DNA, saiba quem é o médico geneticista Francis Collins, considerado o mais poderoso da ciência norte-americana e que faz questão de professar publicamente a fé cristã

Hoje é o dia do DNA. E nada melhor que mostrar a história de um médico geneticista americano que crê em Deus e tem se destacado nesta área. Dono de um currículo impecável dentro do mundo científico e de um entusiasmo contagiante em relação a tudo o que se refere à genética.

Em contraponto a essa onda de ateísmo a que assistimos, liderado pelos pesquisadores americano Daniel Dennett, Richard Dawkins, Sam Harris, e outros, o renomado cientista americano Francis Collins, desmente os seus colegas ateus de que a ciência exclui Deus.

Ele é um dos cientistas mais respeitados do mundo.É o biólogo que desvendou o genoma humano, dirigiu o “Projeto Genoma Humano”, patrocinado pelo governo dos EUA. Em 2001, Dr. Collins foi responsável pelo mapeamento do DNA humano. É o cientista que mais rastreou genes com vistas ao tratamento de doenças em todo o mundo.

Dr. Collins lançou nos Estados Unidos o livro “The Language of God” (A Linguagem de Deus), no qual relata como deixou de ser “ateu insolente” para se tornar cristão aos 27 anos e narra as dificuldades que enfrentou no meio acadêmico ao revelar sua fé. Ele afirma: “As sociedades precisam tanto da ciência como da religião. Elas não são incompatíveis, mas complementares”.

A conversão

O cientista americano, além de ser o grande responsável pelo mapeamento do DNA humano, fez uma outra grande descoberta em sua vida: sem Deus nada é possível!

“Houve um período em minha vida em que era conveniente não acreditar em Deus. Eu era jovem, e a física, a química e a matemática pareciam ter todas as respostas para os mistérios da vida. Reduzir tudo a equações era uma forma de exercer total controle sobre meu mundo. Percebi que a ciência não substitui a religião quando ingressei na faculdade de medicina.

Vi pessoas sofrendo de males terríveis. Uma delas, depois de me contar sobre sua fé e como conseguia forças para lutar contra a doença, perguntou-me em que eu acreditava. Disse a ela que não acreditava em nada. Pareceu-me uma resposta vaga, uma frase feita de um cientista ingênuo que se achava capaz de tirar conclusões sobre um assunto tão profundo e negar a evidência de que existe algo maior do que equações. Eu tinha 27 anos. Não passava de um rapaz insolente. Estava negando a possibilidade de haver algo capaz de explicar questões para as quais nunca encontramos respostas, mas que movem o mundo e fazem as pessoas superar desafios”.

“Falo de questões filosóficas que transcendem a ciência, que fazem parte da existência humana. Os cientistas que se dizem ateus têm uma visão empobrecida sobre perguntas que todos nós, seres humanos, nos fazemos todos os dias. “O que acontece depois da morte?” ou “Qual é o motivo de eu estar aqui?”.

Não é certo negar aos seres humanos o direito de acreditar que a vida não é um simples episódio da natureza, explicado cientificamente e sem um sentido maior. Esse lado filosófico da fé, na minha opinião, é uma das facetas mais importantes da religião. A busca por Deus sempre esteve presente na história e foi necessária para o progresso. Civilizações que tentaram suprimir a fé e justificar a vida exclusivamente por meio da ciência – como, recentemente, a União Soviética de Stalin e a China de Mao – falharam. Precisamos da ciência para entender o mundo e usar esse conhecimento para melhorar as condições humanas. Mas a ciência deve permanecer em silêncio nos assuntos espirituais”.

*Com informações de Ultimo Segundo e Editora Cleofas


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