Médico pode perder emprego por falar de Deus

Foto: Reprodução

A punição é do Conselho Geral de Medicina (GMC). Não é a primeira vez  que o Dr. Richard Scott é investigado por falar aos pacientes sobre sua fé.

No Reino Unido, um médico está sendo processado por ter orado com um paciente. Richard Scott, 58 anos, foi denunciado pela National Secular Society (NSS). A General Medical Council (GMC), órgão público que mantém o registro oficial de médicos na região, foi informada do caso.

Ele corre o risco de perder o registro profissional por falar sobre o cristianismo durante as consultas com seus pacientes.

De acordo com a publicação do site Telegraph, o médico se envolveu “envolveu um ângulo espiritual” para pacientes com depressão, ansiedade e outros distúrbios nas últimas duas décadas. E uma pessoa próximo do paciente fez a denúncia, pois “o paciente teria se sentido ‘altamente vulnerável’ e desconfortável com a oração”.

Com as reclamações feitas, Richard pode enfrentar medidas disciplinares pelo Conselho Geral de Medicina (GMC). Segundo o site, ele também está sendo investigado pelo NHS Inglaterra, órgão do Departamento de Saúde e Assistência Social.

Ao se defender, o doutor Scott afirmou que o GMC está “cedendo ao secularismo agressivo”. Ele também disse que é vítima de perseguição por parte do órgão.

“Eles não gostam de mim. Bem, para ser honesto eu não gosto deles, mas eu não estou atirando para que eles percam. Eles pensam que eu sou irresponsável e perigoso e eu diria o mesmo sobre eles”, declarou o médico.

O Dr. Scott, que atua no Centro Médico Bethesda em Margate, cidade litorânea de Kent, cuida de quase 20 mil pacientes. Em seu site, a clínica afirma que a maioria de seus parceiros são cristãos e que “sua fé orienta a maneira pela qual eles vêem seu trabalho e responsabilidades para com pacientes e funcionários”.

Não é a primeira vez  que o Dr. Scott é investigado por falar aos pacientes sobre sua fé. Em 2012, ele recebeu uma advertência oficial do GMC depois de falar sobre os benefícios da fé cristã para um paciente durante uma consulta. Desde então, ele recebeu três queixas informais e uma pequena queixa por escrito.

*Com informações de Telegraph


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