Massacre deixa 135 mortos em aldeia de pastores

Massacre deixa 135 mortos em aldeia de pastores
Aldeia ficou totalmente destruída. Foto: Reprodução

O ataque ocorreu na cidade de Ogossagou-Peul, em Mali, por volta das 5h da manhã

Uma aldeia de pastores da etnia fulani na região central de Mali foi atacada por homens armados que deixaram 135 mortos, no último sábado (23). O ataque foi um dos mais letais da região que sofre com uma violência étnica e jihadista cada vez maior. Mali é o sétimo maior país da África.

O ataque na vila de Ogossagou aconteceu depois que uma missão do Conselho de Segurança da ONU visitou Mali para tentar encontrar soluções para a violência que matou centenas de civis no ano passado e se espalha pela região de Sahel, no oeste africano. A aldeia foi incendiada.

Moulaye Guindo, prefeito de Bankass, cidade próxima, disse que homens armados, vestidos como tradicionais caçadores Donzo, cercaram e atacaram Ogossagou. “É uma contagem de mortos muito alta. A vila de Ogossagou está completamente devastada”, relatou.

TESTEMUNHA

Um morador da vila, que pediu para não ser identificado, disse que o ataque pareceu ser uma retaliação à reivindicação de responsabilidade de afiliados da Al Qaeda, por um ataque, na semana anterior, que matou 23 soldados.

No entanto, o grupo alegou que seu ataque foi, por sua vez, um ato de vingança, pela violência exercida contra os Peul pelas milícias e pelo Exército.

Os Peul coexistiram pacificamente por algum tempo com os bambara, mas a pressão econômica e a infiltração de militantes islâmicos aumentaram a tensão. A violência no Mali, uma vez confinado ao do deserto do norte, se espalhou para o sul nos últimos anos , em parte, para o recrutamento de jihadistas entre Peul marginalizados, que vivem principalmente no centro do país.

PAÍS

O Mali está localizado na África Ocidental, tem cerca de 17,9 milhões de habitantes e uma população basicamente muçulmana (90%), apenas 5% são cristãos e o restante, de diversas  religiões. O idioma oficial é francês, mas há outras línguas faladas no país.

Este foi o pior massacre de que há registo no país desde a intervenção liderada pela França, em 2013, para erradicar os grupos jihadistas que assumiram o controle do norte do território.


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