Os extremos políticos definindo o direito ou não à vida

Foto: Reprodução Web

Os comentários veiculados pelas redes sociais tem gerado repúdio entre pastores evangélicos. 

Desde o assassinato da vereadora Marielle Franco, no último dia 14, no Rio de Janeiro, a onda de ataques e comentários sobre ela tem sido grande nas redes sociais. Situação que gerou desconforto entre líderes ministeriais das igrejas evangélicas. Pastores vem se pronunciando sobre o assunto, apontando as “fakes news” (notícias falsas) a respeito da vereadora.

“Tem muitos fakes e muitos bots (sistemas automatizados, programados para executar determinadas tarefas automaticamente pelo usuário) manipulando a opinião pública. Vivemos tempos tenebrosos e a internet, que deveria ser usada para ampliar o pensamento, está sendo utilizada pra fechar ele mais ainda. Esse discurso raso sobre os direitos humanos está destruindo todas as liberdades individuais básicas do brasil uma a uma.”, declarou o pastor Edson do Reino, da Igreja Adventista da mais nova reforma, de São Paulo.

Vergonha

Revoltado com a situação e demonstrando vergonha, o pastor Abílio Rodrigues, da Missão Batista Brasileira em Bridgeport, Connecticut (USA), resolveu se pronunciar. Pelas redes sociais ele fez um pedido para que comentários relacionados ao assunto não sejam postados em sua página.

“Não me enviem e nem me envolvam em mensagens de ódio. Seja ódio político, racial, religioso ou qualquer outro. Tenho meus posicionamentos e não será ódio que irá mudá-los. Tenho posicionamento político totalmente antagônico ao da vereadora. Mas isto não me dá o direito de difamá-la, infamá-lá e tecer comentários maldosos e ou mentirosos a seu respeito, apenas para combater a ideologia política que ela defendia”, disse o post.

Ele acrescentou dizendo sentir vergonha da situação em que se encontra o país e pediu com urgência a elucidação do crime.

“Estou muito envergonhado do momento político que meu país vive e com o que estão fazendo com o ser humano que era Marielle. Devemos nos lembrar que antes dela ser vereadora e militante de um partido de extrema-esquerda, era um ser humano. Uma mulher, uma filha, uma mãe e, como tal, não merece o que estão fazendo. Este brutal assassinato precisa ser elucidado com urgência, doa a quem doer. As famílias de Marielle, de Anderson e a sociedade precisam de respostas urgentes. É necessário, para o bem de nosso país, que se faça justiça”, concluiu.

Vitimização da Esquerda

Psicóloga Marisa Lobo. Foto: Reprodução WebNa última sexta-feira (16), a psicóloga cristã, Marisa Lobo publicou um vídeo no Facebook demonstrando que toda vida é importante.

Ela chamou atenção para as mortes de policiais que não são lembradas pela população. De janeiro até agora, pelo menos 27 foram assassinados no Rio de Janeiro. E citou que o caso está sendo tratado como discurso da esquerda para tentar destruir a Polícia Militar e a intervenção no RJ.

“A Marielle foi mais uma mulher morta dentre tantas que morrem no Brasil. Mas ninguém se importa com os milhares de assassinatos que ocorrem todos os anos, incluindo policiais.

Ela foi morta por causa da insegurança que já se alastrou no país. Temos que nos compadecer com a família dessa mulher e desse motorista que foram mortos por que são seres humanos. Mas não se pode aproveitar da situação para um fato.

E é isso que está acontecendo. A esquerda usa caixões como palanque. É o discurso de vitimismo. Eles estão desesperados e usam a dor da família para ter um motivo para ir para a rua.

A morte ressuscitou a esquerda. E usam isso para destruir a intervenção militar no RJ por que tem medo que ela se espalhe pelo Brasil”, declarou.

Marielle Franco, 38 anos, foi assassinada na esquina na região central do Rio de Janeiro. O motorista Anderson Pedro Gomes, de 39 anos, que dirigia o carro da vereadora, também morreu.


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