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Marcha pra satanás: perdeu-se o respeito?

• Atualizado em 16/02/2020
2 min de leitura

Inspirado no Templo Satânico, evento será realizado em Belo Horizonte em março e pretende combater o cristianismo. “É desrespeitoso e ofensivo para nós cristãos”, declarou pastor Israel Belo

Belo Horizonte vai sediar, em março, a primeira edição da “Marcha para Satanás”. O evento é um pedido por Estado laico. A marcha acontece em 29 de março, na Praça da Liberdade, a partir de 14h.

O líder do movimento, que prefere o anonimato, afirmou ao BHAZ, que o objetivo é lutar contra o “conservadorismo medieval”. E diz que “se vai ter Jesus nas escolas públicas, vai ter Satanás nas escolas públicas”.

“Muita gente é perseguida por não se adequar aos padrões colocados pelas religiões. Homossexuais, travestis, pessoas de religiões de origem africana, são colocadas à margem da sociedade por causa desse conservadorismo medieval”, justificou.

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Falta de respeito

Na onda de Portas dos Fundos, que faz apologias com imagens de Jesus e também a Escola de Samba da Mangueira, do Rio, que vai mostrar Jesus com rosto negro, sangue índio e corpo de mulher.

Agora a marcha pra satanaz, que pretende combater o cristianismo. Além de defender ideias contrárias e ridicularizando os evangélicos. A ideia é fazer algo como a “Marcha para Jesus”.

“É desrespeitoso e ofensivo para nós cristãos. É um elemento de provocação uma vez que a maioria não é evangélica. Nessa situação, cabe a nós como igreja pregarmos aquilo que acreditamos. Temos de orientar e mostrar a verdade com respeito. Mas a nossa oração é a mesma de Jesus: perdoa por que não sabem o que fazem. Nós nos defendemos com a vida e com a palavra”, explicou o pastor Israel Belo, da Igreja Batista Itacuruçá, no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro.

Sobre o evento

A “Marcha para Satanás” pretende ser uma versão brasileira do movimento americano Templo Satânico dos EUA. E protesta contra o cristianismo E abre processos contra monumentos com símbolos cristãos em áreas públicas, nomes de ruas ligados à religião, oração em escolas, entre outras manifestações.

Outros eventos desse já aconteceram no país. Em janeiro de 2016, Rio e São Paulo realizaram a marcha em protesto contra a influência de bancada evangélica no congresso. Eles também contestaram sobre a ampliação da isenção de impostos para a igreja. Porém, na época, não teve muita adesão de pessoas.

“Como cristãos não concordamos, mas cada um tem o direito de se manifestar da forma que quiser. Infelizmente esses eventos são instrumentos de anti evangelização. Então temos é de orar e mostrar a verdade”, concluiu pastor Israel.

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