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segunda-feira, 8 DE dezembro DE 2025

Mapa mais antigo do mundo menciona a Arca de Noé

Foto: Reprodução/ The British Museum

Feito em uma tábua de argila, o mapa posiciona a Babilônia como o centro do universo, ilustrando a Mesopotâmia e o Rio Eufrates

Por Patricia Scott

O mapa mais antigo do mundo, criado entre 2.600 e 2.900 anos atrás durante o Império Neobabilônico, foi finalmente decifrado após séculos de estudos. Feito em uma tábua de argila, o mapa posiciona a Babilônia como o centro do universo. Ele ilustra a Mesopotâmia e o Rio Eufrates, incluindo representações de criaturas e terras míticas, além de fazer referência à versão babilônica da história bíblica da Arca de Noé.

Os babilônios antigos acreditavam que os restos da arca, construída em 1.800 a.C. por sua versão de Noé – Utnapishtim ou Atrahasis – estariam além do “Rio Amargo”, numa montanha que corresponderia àquela onde a Arca de Noé teria pousado, conforme descrito na Bíblia.

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O mapa oferece uma visão aérea da Mesopotâmia e inclui vários parágrafos em escrita cuneiforme – a forma de escrita mais antiga conhecida – no verso e acima do diagrama do mapa. Esses textos descrevem a criação da Terra e o que o autor acreditava existir além dela.

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Embora o mapa esteja fragmentado, os pesquisadores conseguiram reconstruir grande parte de seu conteúdo, que apresenta a Mesopotâmia e o Rio Eufrates. O mapa também inclui territórios circundados pelo “Rio Amargo”, que provavelmente se refere ao oceano.

Mapa mais antigo do mundo menciona a Arca de Noé
Foto: Reprodução/ The British Museum

“O texto inicial do mapa parece descrever os habitantes divinos, humanos ou monstruosos das áreas além da Terra, como as oito ‘regiões’, o ‘Rio Amargo’ ou até mesmo o submundo”, explica o Museu Britânico.

A parte superior do mapa é descrita como uma região “onde o Sol não é visto”. O autor do mapa também incluiu no bloco de argila diversas criaturas míticas e monstros que ele imaginava existir fora de seu mundo conhecido.

O mapa, medindo 12,2 cm por 8,2 cm, foi descoberto em 1881 pelo arqueólogo Hormuzd Rassam durante uma escavação em Sippar, no Iraque. No ano seguinte, foi adquirido pelo Museu Britânico, que o tem estudado desde então.

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