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segunda-feira, 4 julho 2022

Líderes evangélicos lançam manifesto criticando ‘endeusamento da ciência’

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Foto: Reprodução/ Facebook

Manifesto da Coalização pelo Evangelho, assinado por 17 líderes líderes de diversos estados brasileiros e de diferentes igrejas, ainda pede pacificação da nação em meio a pandemia

A Coalizão Pelo Evangelho, entidade que reúne líderes evangélicos de diversas partes do país, divulgou um manifesto intitulado “Pela Pacificação da Nação em Meio à Pandemia. No documento, eles criticam a politização do momento atual, a mídia e o “endeusamento da ciência”. Além de apontar a existência de uma crise de autoridade no país.

“Testemunhamos a triste politização e o endeusamento da ciência. Dentro da comunidade científica, que poderia e deveria se apresentar de forma mais objetiva, há conflitos de dados e interpretações sobre como tratar a pandemia”, afirma o texto, que tem o título “Pela Pacificação da Nação em Meio à Pandemia”.

O manifesto é assinado por 17 líderes evangélicos de várias partes do país, que representam diversas igrejas em seus estados.

Luta pelo covid-19

O papel da ciência tem sido frequentemente invocado no debate sobre as estratégias para vencer a Covid-19, inclusive entrando no debate político. A carta dos pastores não entra no mérito da discussão sobre flexibilizar ou não a quarentena, mas traz um forte lamento sobre as consequências econômicas e sociais das atuais medidas em vigor.

“A estratégia de contenção de propagação do vírus impôs outro grande desafio, que são seus inevitáveis efeitos colaterais sociais, sendo o mais nítido a degradação da economia, que apenas começava a se recuperar após anos de estagnação”, afirma o texto.

No documento, pastores alegam que há problemas de ordem social, moral e psicológica. “Também se percebe um crescente comprometimento na saúde mental de muitos brasileiros, no aumento da violência doméstica, do consumo de pornografia e no de perversões, tais como a pedofilia virtual ou intrafamiliar”.

Oração

As lideranças pedem aos membros das igrejas do país que sigam orando pelas autoridades federais, estaduais e municipais. E que haja cooperação entre todas as esferas de decisão, ao contrário do atual clima beligerante entre o presidente e governadores.

“Independente da posição política e ideológica de cada um, precisamos que haja um mínimo de entendimento e unidade para uma saída célere e eficaz da atual crise de saúde, econômica e política”, afirmam.

O manifesto conclama ainda que haja orações “por pacificação, pois o país precisa que o clima de conflito político e social chegue ao fim. O ambiente político está contaminado por uma infindável luta ideológica e de poder que torna difícil para o brasileiro comum viver ‘vida tranquila e mansa’, em oração, como nos manda a Escritura”.

Os profissionais de saúde, as forças de segurança, os trabalhadores brasileiros, sobretudo os desempregados, são lembrados no texto. Para os pastores, um dos maiores desafios da atual crise é a infinidade de informações desencontradas que vêm sendo divulgadas, inclusive por meios de comunicação que estão fragilizados.

“Faz-se notória a confusão de informações e desinformações acerca de todos esses acontecimentos que nos afligem. A mídia claramente não goza da credibilidade que outrora desfrutava”, afirmam.

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