Manifestantes vandalizam Igreja no Chile

Imagens mostram manifestantes encapuzados saqueando uma igreja na região da La Assuncion. (Foto: Adrien Vautier / Le Pictorium Agency)
Imagens mostram manifestantes encapuzados saqueando uma igreja na região da La Assuncion. (Foto: Adrien Vautier / Le Pictorium Agency)

Protestos tem sido desencadeados desde o final de outubro. Assim, aeroportos foram fechados e estações de metrô vandalizadas, agora, igrejas foram atacadas

Milhares de pessoas se reuniram perto da Praça Italia de Santiago, que tem sido usada por três semanas como o principal local dos protestos em massa, no Chile. Assim, a multidão cantou, agitou bandeiras nacionais chilenas e acenderam luzes dos celulares.

Os protestos tem sido desencadeados desde o final do mês de outubro. Na época diversas estações de metrô foram vandalizadas e aeroportos fechados. Assim apurou a redação da Comunhão em entrevista exclusiva com uma brasileira no aeroporto internacional do Chile.

VANDALISMO

Um grupo de manifestantes encapuzados começaram a saquear uma igreja católica na área conhecida como La Asuncion, Chile. Dessa forma, os “manifestantes” removeram quase toda iconografia do local.

Durante o ato, o grupo foi fotografado arrastando bancos da igreja, estátuas de Jesus Cristo, telas religiosas e outras iconografias locais. Além disso, arrastaram tudo pelas portas do prédio histórico antes de atearem fogo em grande parte das coisas.

A fumaça foi vista subindo da sede da Universidade Pedro de Valdivia. Entretanto, não se saiba se os manifestantes também deram início ao incêndio. Segundo autoridades o caso ainda está sendo investigado.

Muitas das manifestações nos últimos 22 dias começaram relativamente “pacíficas”, mas agora parece que elas estão se tornando cada vez mais violentas.

Manifestantes atiraram pedras em confrontos com o batalhão de choque da polícia chilena após a igreja ser saqueada. No entanto, policiais responderam a manifestação com gás lacrimogênio e canhões de água.

PROTESTOS

No mês passado, um aumento das passagens do metrô levou os estudantes a começarem a pular catracas em protestos. Assim, em todo o país uma série de manifestações foram desencadeadas.

De acordo com informações, as demandas incluíam melhorias na informação, assistência médica, e um sistema de pensões amplamente criticado. Dessa forma, todo esse movimento ocorreu em um dos países mais ricos da América Latina.

De acordo com uma estudante de 17 anos, Ginette Perez, que se juntou às multidões disse: ‘Ainda não conseguimos nada, então vamos continuar protestando’.

O presidente do Chile, Sebastian Piñera, anunciou medidas no início desta semana para aumentar a segurança e endurecer as sanções por vandalismo após os protestos de longa data que deixaram pelo menos 20 mortos.

Estima-se que mais de 2.500 pessoas tenham sido feridas nos protestos, que também forçaram o cancelamento de duas grandes cúpulas internacionais em Santiago. Piñera deve mudar seu gabinete e anunciar um aumento no salário mínimo.

*Da redação, com informações da CPAD News 


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