Manifestantes se reúnem em diversos pontos da Grande Vitória

Antes mesmo das 7 horas, os grupos começaram a se posicionar em locais como a Praia de Camburi, acesso à Terceira Ponte e a reta do Aeroporto.

A paralisação geral marcada para a manhã desta sexta-feira (15) alcançou diferentes pontos da Grande Vitória. Mais de 40 instituições, muitas ligadas à Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), entre sindicatos, associações e entidades, orientaram os empresários a aderirem à causa e também incentivarem a participação de seus funcionários hoje e nas manifestações de domingo contra a presidente Dilma Rousseff (PT).

Os manifestantes cumpriram com o que foi acordado na tarde de ontem junto à Secretaria de Estado de Segurança e não interditaram nenhuma via totalmente. O trânsito ficou bastante lento em todos os pontos. De cima do trio elétrico na Praia de Camburi, o locutor anunciava: “Pedimos licença aos capixabas, porque vamos interditar meia cidade de Vitória, para enviar um recado à Brasília, para mostrar que o Espírito Santo está engajado. Se forem trabalhar, vão a partir das 10 horas, porque as instituições só abrirão às 11 horas. Vários sindicatos nos apoiaram e empresas também. O PT não vai roubar a nossa dignidade. A corrupção come o salário do trabalhador, acaba com os nossos sonhos. Isso tem que acabar. Impeachment não é golpe. Golpe é o que o PT fez conosco. Vem pra rua”. Os veículos que passavam pelo local apoiavam com buzinaço, outros reclamavam por serem obrigados a enfrentar o caos no trânsito.

Na avenida Fernando Ferrari e na Segunda Ponte, o trânsito ficou mais lento. E na Pracinha de São Torquato também há bastante congestionamento. O trecho entre o Aeroporto de Vitória e a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) demandou uma espera de quase uma hora. Na subida da Terceira Ponte, em Vila Velha, havia representantes dos grupos Ativação e Movimentos Brasil Livre (MBL), Brasil Ético (MBE) e Brasil Eficiente (MBE) e também houve apoio dos motoristas que passavam pelo local.
“Não podemos fechar os olhos para o que está acontecendo no país. A situação é muito grave. Esse governo não tem condições de continuar no poder. Mas precisa ser um momento de fora PT, fora Cunha, Calheiros, Aécio, e todos os outros corruptos. Não pode ser uma coisa individualizada”, declarou a pedagoga Kamila Thebaldi, que passava pelo local.
“O que estão fazendo com o país é uma barbaridade. Fora PT, fora Dilma. Chega de bandalheira. O Brasil não aguenta mais. Vamos ficar de olho em todos eles”, reiterou o microempresário Marcos Teixeira.  
Representantes dos movimentos organizados pró-impeachment partem para Brasília ao final da tarde desta sexta-feira, para acompanhar a votação dos deputados na Câmara Federal, no próximo domingo (17), a partir das 14 horas.