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segunda-feira, 30 março, 2020

Na passarela do samba, Mangueira ironiza Jesus

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Escola de samba da Mangueira apresentou “mães de santo”, gays e mulheres crucificadas. Pastor Henrique Vieira representou Cristo no desfile e diz que “Jesus foi honrado na Sapucaí”

Neste domingo (23), a Estação Primeira de Mangueira apresentou um desfile sobre a vida de Jesus. Além do enredo, intitulado “A Verdade Vos Fará Livre”, alusão ao texto de João 8:32, o grupo levou para a avenida várias pessoas, que interpretaram Cristo.

À frente da agremiação, vinte religiosos de vários grupos trouxeram uma faixa pregando a liberdade religiosa. A faixa trazia os dizeres: “independente de sua fé, o respeito deve prevalecer”. A rainha de bateria da escola, Evelyn Bastos, foi uma das intérpretes de Jesus. O pastor Henrique Vieira esteve na avenida como Cristo em situação de rua.

“A escola mostrou um Jesus Cristo que não é necessariamente um Jesus Cristo loiro e de olhos azuis. É o Jesus negro, amarelo, índio e que tem corpo de mulher. Ou seja, tira o Jesus do altar e coloca ele na avenida Sapucaí, que se tornou um grande altar”, celebrou o pastor.

O desfile

A Comissão de Frente da Mangueira apresentou uma versão contemporânea de Jesus, na qual ele também foi exibido como morador de periferia. No enredo, a escola atacou líderes cristãos, chamados de “profetas da intolerância”. E também alfinetou o presidente Jair Bolsonaro, no trecho “Favela, pega a visão, não tem futuro sem partilha nem messias de arma na mão”.

Uma das compositoras da obra, Manuela Oiticica, disse que a letra não é uma crítica ao presidente. “Não é uma crítica direta a Bolsonaro, mas sim a supostos heróis de nossa história que surgem com soluções fáceis e agem com violência e autoridade, simplificando questões complexas”, afirmou em entrevista ao portal Terra.

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Pastor Henrique Vieira durante o desfile da Mangueira. Foto: Twitter

Outro lado

Em entrevista ao UOL, o pastor Henrique Vieira disse que o Filho de Deus foi honrado na Avenida. “Como pastor, ator e discípulo de Jesus, eu vi que Ele foi honrado. Ele é ofendido quando o povo negro é alvo de preconceito, quando uma mulher sofre violência, quando indígena corre de bala, quando o pobre é massacrado. Hoje Jesus foi celebrado com festa, com alegria, com respeito”, disse.

Apesar de ter sido elogiado por muitos representantes da ala artística, alguns evangélicos criticaram a atitude do pastor. No Twitter, ele foi acusado de retratar Jesus em uma “celebração profana” enquanto outros internautas disseram que o religioso “é uma vergonha pro evangelho genuíno de Cristo”.

O pastor Paulo Eduardo, da Primeira Igreja Batista de São Paulo lamentou a interpretação distorcida da Bíblia ao exaltar o personagem Jesus no enredo.

“Foi uma declaração clara de que eles mutilam a mensagem e sobre Jesus. É um uso ideológico, muito infeliz, pra não ser de mal caráter porque é uma traição a própria fala do Senhor Jesus. Há toda uma manipulação da mensagem cristã, tentando colocá-la contra os direitos humanos. É lamentável esse tipo de uso que a Mangueira fez da pessoa de Jesus”, afirmou.

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O calvário de um Jesus com a face de um jovem negro, no desfile da Mangueira. Foto: Fabio Tito/G1

Abaixo-assinado

O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, uma associação tradicional católica, divulgou um abaixo-assinado em repúdio a Mangueira em seu site. Na petição, o órgão diz que sente “repulsa por esse samba de 2020. E  que conspurca a figura sagrada de Nosso Senhor Jesus”.

“Nesses últimos anos, não há Carnaval em que a Face Sagrada de Cristo não seja ultrajada, agredida, sempre em nome da ‘liberdade de expressão’”, diz o documento. Veja a nota completa com o abaixo-assinado aqui

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