Na opinião de Silas, a legalização dos cassinos no Brasil só piorará a “epidemia” de vícios em jogos de azar, que já é alimentada pelos danos causados pelas apostas online
Por Patricia Scott
Em razão da tramitação do Projeto de Lei 2.234/2022 (PL 442/1991 na Câmara dos Deputados), o pastor Silas Malafaia gravou um vídeo criticando a proposta que visa a legalização de cassinos e jogos de azar físicos no Brasil. Nesse contexto, as plataformas digitais de apostas, as chamadas “bets”, têm gerado uma série de problemas sociais, familiares e econômicos.
Na opinião de Malafaia, a legalização dos cassinos no Brasil só piorará a “epidemia” de vícios em jogos de azar, que já é alimentada pelos danos causados pelas apostas online. Ele também afirmou que o governo tem interesse na proposta, principalmente pela arrecadação de impostos.
O pastor argumentou que os danos causados pelo vício em apostas superam amplamente os benefícios fiscais que a legalização poderia gerar. “O governo Lula, ávido por arrecadar, está apoiando esse lixo”, ressaltou Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec). Ele ainda afirmou: “A arrecadação não chega nem perto dos danos econômicos e sociais causados pela jogatina”, citando dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) como apoio à sua posição.
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Igreja Universal ajuda mais de 16 mil presos na Bahia - De acordo com a UNP, a proposta da iniciativa é contribuir com o processo de ressocialização, oferecendo suporte básico e orientação religiosa Malafaia também mencionou senadores que estariam apoiando a legalização dos cassinos e alertou que eles enfrentarão as consequências nas urnas em 2026, caso sigam defendendo o PL 2.234/2022. “Davi Alcolumbre, do União Brasil, do Amapá, que hoje preside a CCJ, foi decisivo na aprovação na Comissão de Constituição e Justiça, com vitória de 14 a 12. O senador Irajá, do PSD de Tocantins, é o relator desse lixo, e o senador Ciro Nogueira, do Piauí”, observou Malafaia.
Para finalizar, o pastor fez questão de reforçar: “Nós não vamos deixar passar. Vamos denunciar, nas eleições, os senadores que apoiaram esse lixo social, esse lixo moral.”
Apoio ao PL
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou que o PL “é algo que já veio da Câmara”, conforme entrevista à Agência Senado. No entanto, ele reconheceu que a proposta “conta com o apoio do governo e de vários segmentos”.
Segundo Pacheco, “diversos senadores pediram, na reunião de líderes, que o PL seja submetido ao Plenário. Isto porque já foi apreciado pela CCJ”.
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