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sexta-feira, 12 abril 2024

Mais de cinco mil cristãos estão desaparecidos ao redor do mundo

Foto: Reprodução

Entre 2021 e 2022, o número de casos aumentou em 37%, segundo Portas Abertas, sendo três países africanos com maior onda de violência   

Por Patricia Scott 

Mais de cinco mil cristãos foram sequestrados ou desapareceram, conforme dado da Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2023, elaborada por Portas Abertas. Esse número (5.259) representa um aumento de 37% em comparação à edição anterior do documento.

A maior parte dos casos de sequestros aconteceu na Nigéria: 89%. Em seguida, estão Moçambique, República Democrática do Congo e Iraque. Cada um desses países registrou mais de 50 raptos de seguidores de Jesus. “Essa é uma das maneiras usadas pelos perseguidores para silenciar líderes cristãos, aterrorizar comunidades e conseguir dinheiro”, alerta Portas Abertas.

Prisão ilegal

Na China, em Yunnan, o pastor Chang Hao foi detido em 14 de abril. A família permanece sem contato ou notícias. Segundo Portas Abertas, os advogados do líder cristão não conseguiram acesso ao cliente e nem ao menos aos documentos do caso.

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Em 25 de julho, Chang Zhiling, filha do pastor, divulgou em rede social que as autoridades conduziram o caso ilegalmente. Ela ainda destacou que o “crime cometido” foi o de “provocar discussões e problemas”. A família pede que os irmãos na fé intercedam pelo líder cristão, principalmente pela saúde, já que ele é diabético.

Vale salientar que durante a prisão do líder religioso, a polícia confiscou dois celulares, um laptop, centenas de Bíblias e todos os livros cristãos. O pastor Chang Hao era dedicado na promoção da justiça social, além de cuidar das igrejas perseguidas na China, que ocupa o 16º lugar na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2023.

De acordo com Portas Abertas, a perseguição aos pastores chineses tornou-se comum. O objetivo é enfraquecer os cristãos que se reúnem em igrejas clandestinas.

Caso “especial”

O pastor Chang ficou impedido de receber visita dos advogados devido a uma ordem estabelecida por autoridades superiores. Segundo eles, o caso é de “natureza especial”. Portas Abertas explica que a impossibilidade de visitação do advogado ao réu é contra a lei chinesa. Está explícita na “Lei de Processo Penal” e no “Regulamento sobre Centros de Detenção”.

O caso do pastor Chang está em avaliação pela justiça. Isto porque não há provas contra o líder religioso. Por isso, necessitou de uma “investigação mais aprofundada”. No entanto, os documentos continuam restritos. E os defensores permanecem sem conseguir visita-lo, mesmo com o direito assegurado pela lei chinesa.

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