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segunda-feira, 2 DE fevereiro DE 2026

Mais de 388 milhões de cristãos perseguidos no mundo, revela LMP26

Aumento de 72% de cristãos mortos, faz da Nigéria o país mais mortal a cristãos - Foto: Reprodução

Relatório global da Portas Abertas aponta avanço da violência e da repressão religiosa, com destaque para África Subsaariana, Ásia e regimes autoritários

Por Patricia Scott

Mais de 388 milhões de cristãos enfrentam algum nível de perseguição por causa da fé em diferentes regiões do planeta, ou seja, a cada sete seguidores de Jesus, um é perseguido. O dado integra a Lista Mundial da Perseguição 2026 (LMP 2026), divulgada nesta terça-feira (13), às 21h, pela Missão Portas Abertas, organização internacional que monitora a liberdade religiosa. O levantamento reúne informações sobre pressão social, discriminação institucional e episódios de violência registrados ao longo do período analisado.

A pesquisa considera ocorrências entre 1º de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025 e mantém a Coreia do Norte no topo do ranking, posição que o país ocupa há anos. O relatório também indica uma ampliação do número de nações classificadas com “perseguição extrema”, que passou de 13 para 15 países, evidenciando o agravamento do cenário global em relação à edição anterior.

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Mais de 388 milhões de cristãos perseguidos no mundo, revela LMP26
Fonte: Portas Abertas

Entre as mudanças mais significativas, a Síria saltou da 18ª para a 6ª colocação, entrando no grupo de perseguição extrema, enquanto o Mali aparece na 15ª posição, mesmo com leve recuo em relação ao ranking anterior. O Nepal voltou a integrar a lista, ocupando o 46º lugar, após ter ficado fora desde 2022. Segundo o relatório, o retorno do país está associado ao aumento de prisões, abusos físicos e psicológicos contra cristãos, além de ataques a igrejas.

Outro dado importante da LMP26 é que, embora o número de ataques diretos a igrejas e propriedades cristãs tenha diminuído de 7.679 para 3.632, a pressão sobre comunidades religiosas permanece elevada. Isso ocorre, especialmente onde atuam grupos extremistas e governos autoritários.

Região crítica

A África Subsaariana segue como uma das regiões mais críticas. Das nações listadas, 14 pertencem à região, e três delas — Sudão (4º), Nigéria (7º) e Mali (15º) — alcançaram a pontuação máxima em violência, um índice registrado apenas nesses países em todo o mundo.

Os dados históricos reforçam a gravidade do quadro africano. Há uma década, os países subsaarianos somavam 49% da pontuação máxima possível em violência. Em 2026, esse índice chegou a 88%, indicando um crescimento expressivo da brutalidade.

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A Nigéria concentra a maior parte das mortes: dos 4.849 cristãos assassinados no mundo por motivação religiosa no período analisado, 3.490 eram nigerianos, o equivalente a 72% do total. O país também ganhou repercussão internacional após ataques em larga escala e o sequestro de 303 estudantes, episódio que motivou condenações externas e ações diplomáticas dos Estados Unidos.

América Latina

Quanto à América Latina, há um reconhecimento cada vez maior dos riscos enfrentados por líderes religiosos no México e na Colômbia, especialmente em razão da atuação do crime organizado, de acordo com a Portas Abertas. Ao mesmo tempo, a Nicarágua e Cuba passaram a ser alvo de um monitoramento internacional mais rigoroso.

No ranking mais recente, México (30º), Nicarágua (32º) e Colômbia (47º) recuaram uma ou duas posições. Por outro lado, Cuba apresentou leve avanço, subindo do 26º lugar em 2025 para a 24ª colocação nesta edição.

Dados importantes do relatório:

• Cristãos mortos por causa da fé: aumentou de 4.476 (2025) para 4.849 (2026).
• Cristãos abusados física ou mentalmente: subiu de 54.780 para 67.843 casos.
• Casos de estupro ou assédio sexual: cresceram de 3.123 para 4.055.
• Casamentos forçados com não cristãos: aumentaram de 821 para 1.147.
• Cristãos condenados por causa da fé: subiram de 1.140 para 1.298.
• Cristãos sequestrados: caíram para 3.302, mas continuam em níveis críticos.
• Cristãos forçados a fugir ou se esconder dentro do país: saltaram para 201.427.
• Cristãos obrigados a deixar o país: diminuíram para 22.702, mas ainda representam milhares de vidas desarraigadas.

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