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domingo, 18 DE janeiro DE 2026

Mais cantares para os dias de hoje! – Série

 

Mais cantares para os dias de hoje! - Série

O toque que comunica amor em Cantares e revela a beleza da intimidade criada por Deus

Por Débora Fonseca

Iniciamos essa série de artigos, enaltecendo a beleza e a profundidade do livro de Cantares para abençoar nossas famílias. 

Chamamos atenção no primeiro artigo de que tudo o que foi escrito na Bíblia tem propósito e o livro de Cantares, independente do gênero narrativo, demonstra que Deus, criador de tudo o que há, se importa com a sexualidade de um homem e uma mulher no casamento e nos deixa princípios, que se estendem para a nossa alegria familiar!

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Naquele primeiro artigo falamos sobre A importância dos elogios! Hoje falaremos sobre A importância do Toque!

Sim, o toque é relevante em qualquer relacionamento afetivo, especialmente no familiar. “Fisiologicamente, o toque, quando agradável, é um potente ativador de boas sensações. Um abraço acalorado estimula a produção de serotonina e ocitocina, os chamados hormônios do bem-estar e do amor…”

O toque é uma linguagem de amor. É uma forma de comunicação. Podemos enviar e receber sinais emocionais com esse gesto simples.

Infelizmente estamos vivendo uma época de maior distanciamento e frieza robustecida pelo trabalho, acúmulo de atividades e uso de telas. Precisamos restaurar a importância do toque no casamento e no ambiente familiar como meio de reconectarmos uns aos outros. 

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O contato pele a pele é vital no relacionamento conjugal e Sulamita tem participação ativa nesse quesito como vemos em Cantares 8.3, 3.4 e 1.2. Fica aqui um apelo às queridas irmãs, mulher você não precisa conformar, performar ou fingir; exercite a comunicação na relação!

Esse é um tema delicado especialmente no que diz respeito às mulheres. “Na sociedade católica, o prazer feminino sempre foi um tabu. Na Inquisição, eram chamadas de bruxas as mulheres que tinham esse conhecimento [sobre o próprio prazer] e o difundiam. Ainda hoje, por exemplo, é comum a prática da mutilação genital feminina em algumas sociedades.” 

No entanto, precisamos resgatar que tudo o que Deus criou é bom. E ainda que tenhamos crenças equivocadas quanto a esse quesito, o propósito de Deus para nós é bom e libertador.  

Mas, não somente na conjugalidade, o contato pele a pele é importante, mas para toda a família. Para os bebês, por exemplo, funciona como apoio ao desenvolvimento neurológico pois se revela como um dos primeiros estímulos sensoriais e ativador de conexões neurais. Ao sentir-se seguro e acolhido nesse contato, o bebê aprende a confiar no mundo à sua volta, reduzindo o estresse e criando um ambiente propício para o seu desenvolvimento mental.

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O corpo da mãe chega a atuar como um regulador natural da temperatura corporal e dos batimentos cardíacos do bebê. É maravilhoso!!!

Precisamos resgatar essa linguagem de amor no lar! Ela é importantíssima para fortalecer o vínculo afetivo entre todos. 

Em contrapartida, porém, sua ausência pode ser interpretada de modo negativo. James Dobson no livro Educando Meninas observa que muitas meninas quando ingressam na puberdade perdem esse importante aspecto na relação com seus pais. 

“Quando eu estava deixando de ser menina e me tornando mulher, durante a puberdade, meu pai se afastou totalmente de mim. Era como se não soubesse mais como se relacionar comigo. Mas foi uma fase em que eu precisava muito dele em minha vida.”

O toque respeitoso e afável dos pais para com seus filhos e filhas é também um potente demonstrador de segurança e amor incondicional. 

Que Deus nos encoraje! 

Débora Fonseca é formada em Direito e em Psicologia, é conselheira cristã e escritora

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