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domingo, 23 junho 2024

Maio Roxo promove visibilidade às doenças inflamatórias intestinais

Foto: Reprodução

Os principais sintomas são diarreias, sangue, muco ou pus nas fezes, perda de peso, falta de apetite e cansaço

Por Patricia Scott 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), as Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) afetam mais de cinco milhões de pessoas ao redor do mundo. No Brasil, são cerca de 100 diagnósticos para cada 100 mil habitantes. Por isso, para conscientizar a população e dar visibilidade a essa realidade, neste mês, acontece a campanha Maio Roxo.

O diretor de Comunicação da SBCP, Helio Antonio Silva, explica que ainda não se sabe qual a causa das DIIs. “Parece que é multifatorial”, disse o especialista em entrevista à Agência Brasil, acrescentando que o número de casos tem aumentado no Brasil. Assim, o aparecimento dessas doenças pode estar ligado a fatores como histórico familiar, alterações no sistema imune, mudanças na flora intestinal, alimentação e influência do meio ambiente. O tabagismo, por exemplo, é fator de risco comprovado para agravamento da doença de Crohn.

As doenças inflamatórias intestinais não têm cura. “Dor abdominal, diarreia crônica e fadiga intensa, são alguns dos sintomas que interferem diretamente nas atividades diárias e no desempenho profissional”, aponta Alexandre Carlos, gastroenterologista especializado em questões relacionadas ao sistema digestivo. Além dos sintomas físicos, “a doença também pode levar a problemas psicológicos, incluindo ansiedade e depressão, devido à imprevisibilidade dos surtos e à necessidade constante de tratamento”.

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Outros sintomas da doença são sangue, muco ou pus nas fezes, perda de peso, falta de apetite e cansaço. O médico explica que a adesão a uma dieta equilibrada, além de medicações contínuas, é essencial para o controle das DIIs. No entanto, nem sempre é suficiente para garantir a remissão completa dos sintomas. A falta de um controle efetivo da doença pode resultar em frequentes hospitalizações e até mesmo na necessidade de cirurgias, aumentando o estresse e a carga financeira para os pacientes e suas famílias.

“Apesar dos desafios, avanços na pesquisa e no tratamento da DII têm oferecido esperança aos pacientes. Terapias biológicas e novos medicamentos estão em desenvolvimento e têm mostrado resultados promissores na redução dos sintomas e na melhoria da qualidade de vida dos pacientes”, ressalta Alexandre.

Segundo o médico, é fundamental que os pacientes com DII recebam um suporte abrangente, que inclua não apenas o tratamento especializado, mas também apoio psicológico e orientação nutricional. Por isso, a conscientização sobre a doença e a criação de redes de apoio são essenciais para ajudar os pacientes a lidar com os desafios diários impostos pela doença.

Principais alimentos a serem evitados

  • Comidas gordurosas
  • Álcool
  • Cafeína
  • Açúcar
  • Produtos com sorbitol (como balas sem açúcar e chicletes)
  • Vegetais que aumentam a produção de gases (como feijão, repolho e batata doce)
  • Leite e derivados
  • Alimentos picantes ou com muitos conservantes

 

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