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domingo, 11 abril 2021

Dia Internacional da Luta Contra o Câncer Infantil

Câncer infantil x câncer de adultos: entender as diferenças pode facilitar a jornada da família pelo diagnóstico

Você sabia que os cânceres que acometem crianças e adolescentes são diferentes que os de adultos? O diagnóstico do câncer é uma notícia que afeta toda a família. O câncer infanto-juvenil é ainda mais delicado visto que o desconhecimento sobre a doença ainda é grande.

Para conscientizar a população são comemorados o Dia Mundial Contra o Câncer (04 de fevereiro) e o Dia Internacional da Luta Contra o Câncer na Infância (15 de fevereiro). Neste ano, a atenção se volta para a importância em conhecer a diferença entre o câncer infantil e os cânceres que afetam os adultos, já que segundo o Institucional Nacional do Câncer (INCA), mesmo com alto índice de cura, as neoplasias na infância são a segunda causa de morte em crianças e adolescente de 1 a 19 anos incompletos, perdendo apenas para causas externas como acidentes e homicídios.

O câncer ocorre quando há o crescimento desordenado de células do corpo humano, que invadem tecidos e órgãos. Esses tumores tendem a atingir as células que constituem os órgãos, causando câncer de mama, pulmão e próstata, por exemplo. Já os cânceres infantis frequentemente atingem o sistema hematopoiético (sanguíneo), o sistema nervoso central e os linfonodos. Os tipos mais comuns são a leucemia (câncer no sangue), os linfomas (câncer que atinge o sistema linfático) e os tumores cerebrais. Além desses, os tumores como o de Wilms, que acomete os rins, o neuroblastoma, e o retinoblastoma, um tumor ocular, são praticamente exclusivos de crianças e muito raros em adultos.

Além dos aspectos clínicos, o câncer em um adulto pode ocorrer a partir de uma mutação em resposta aos fatores ambientais, como fumar, não se exercitar e os hábitos alimentares. “Nas crianças e nos adolescentes, 90% dos casos são aleatórios, ou seja, sem nenhum fator de risco associado conhecido”, explica Dr. Cláudio Galvão de Castro Jr, Presidente da Sociedade Brasileira Oncologia Pediátrica (SOBOPE) e Chefe do Serviço de Oncologia e Hematologia Pediátricas do Hospital da Criança Santo Antônio.

Desconhecimento é o maior vilão

Uma pesquisa recente realizada pela SOBOPE, em parceria com a Bayer, em cinco capitais brasileiras (Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília), com 2.500 entrevistados, mostrou que 68% apontam de forma correta os tipos mais comuns de câncer na infância, mas ainda assim, para 45% dos entrevistados, o câncer que acomete crianças é igual ao que acomete adultos.

“Esse dado demonstra que uma fatia dos brasileiros ainda não tem um conhecimento mínimo sobre o câncer infanto-juvenil, além de estarem apegados a uma visão equivocada sobre essa doença. O câncer em crianças, mesmo muito agressivo, tem uma das maiores taxas de cura, chegando até a 75% de chance quando detectado precocemente. Isso porque o diagnóstico precoce proporciona uma resposta melhor aos tratamentos atuais”, complementa o especialista.

Somente em 2017, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimou que até 12,6 mil crianças e adolescentes brasileiros pudessem ser acometidos pelo câncer infanto-juvenil. Para complementar as ações do Dia Internacional da Luta Contra o Câncer Infantil e detectar a doença precocemente, é preciso ficar atento aos sinais que, num primeiro momento, são similares ao de doenças comuns, mas que merecem um cuidado especial quando persistem.

“Entendendo esses sintomas, os pais podem prestar uma atenção mais cuidadosa nas dores e reclamações de seus filhos, o que, em teoria, pode diminuir o tempo entre o primeiro sinal de alguma doença, seu diagnóstico e uma possível cura” finaliza o médico.


Entre os sinais que merecem atenção, o INCA destaca:

· Palidez, hematomas ou sangramentos, dores ósseas
· Caroços e Inchaços – Atenção redobrada se forem indolores e não apresentarem febre ou sinais de infecção
· Perda de peso inexplicável ou febre, tosse persistente ou falta de ar, suor noturno
· Alterações oculares – pupilas esbranquiçadas, estrabismo que surgiu há pouco tempo, perda visual, hematomas ou inchaços ao redor dos olhos
· Inchaço abdominal
· Dores de cabeças incomuns ou persistentes, acompanhada de vômito quando muito grave e que demonstra piora ao longo dos dias
· Dor em membros ou dor óssea, inchaço sem trauma ou sinal de infecção
· Fadiga, vontade de não fazer nada, se isolar
· Tontura, perda de equilíbrio ou coordenação


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