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sexta-feira, 17 setembro 2021

Lula de volta a cena política, e a igreja como fica?

Liderança evangélica se pronuncia sobre a volta do petista ao jogo eleitoral para 2022. De olho na presidência da república, Lula quer conquistar a massa evangélica

Por Priscilla Cerqueira 

Após admitir que seria candidato para a disputa presidencial em 2022, o ex-presidente Lula volta a cena política e das discussões entre especialistas. Foi só confirmar sua disputa eleitoral que a liderança evangélica já se pronunciou. “É uma vergonha para o país”, disse o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, pastor Silas Malafaia.

Pastor Evaldo Santos, presidente do presidente do Fórum Político Evangélico do Espírito Santo argumenta que Lula comandou ‘o maior esquema de corrupção do país’. E que sua candidatura é uma tentativa de tampar o sol com a peneira, “pois sabemos que a corrupção e os desvios financeiros foram uma marca do governo Lula. Isso nos entristece”.

Pastor Evaldo argumenta também que a igreja não tem como pactuar com as bandeiras que Lula defende, “pois contrariam a Palavra de Deus, os ensinos de Jesus. Não podemos apoiar o que ele ensina e prega, pois a doutrina do seu partido nunca será respaldada pela Bíblia. Neste momento a igreja deve se posicionar, defender os valores do reino pelas quais a igreja vive”, defende.

Aproximação com os evangélicos

O petista e aliados tentam reconstruir os laços com os evangélicos, buscando apoio da igreja. Aliás, isso vem acontecendo desde que recuperou os direitos políticos por decisão do Supremo Tribunal Federal.

Embora essa preocupação possa causar temor por parte da igreja, o ex-deputado federal, pastor Fábio Sousa acredita que o apoio de evangélicos a Lula será pequeno em 2022.

“Provavelmente nenhum líder de credibilidade vai estar do lado dele. Creio que essa ponte já foi queimada. Entretanto, claro que não há uma unanimidade em prol de alguém ou contra alguém. Mas certamente a grande maioria é contra”, afirmou.

Jogo político acirrado e a igreja?

Como represente de ao menos 30% da população no Brasil, os evangélicos podem ser decisivos na disputa presidencial de 2022. Mas certamente a disputa será acirrada com Lula no páreo. Então, como a igreja deve se preparar para esse momento político que se aproxima?

“A igreja precisa levantar homens e mulheres comprometidos com Deus para que possam estar nas Assembleias Legislativas, Câmara e Senado federal e na presidência da república para honrar e defender seus valores. Precisamos orar e trabalhar para invertermos essa equação da corrupção e da destruição do nosso país”, argumentou pastor Evaldo.

Pastor Fábio Sousa acrescenta que aliado a isso, os evangélicos precisam estar conscientes de sua escolha, “pois elas serão determinantes. E o povo de Deus é destruído por falta de conhecimento. Então o que Lula representa como ideologia precisa ser ensinado e mostrado, bem como ele representou em termos de corrupção”.

O deputado federal Lucas Gonzalez (Novo-MG), também ressalta sobre o conhecimento político e o sistema proporcional de votos que a igreja precisa ter para não ser prejudicado em relação ao caso de as propostas estarem de acordo com os valores cristãos.

“A igreja precisa entender como funciona as eleições e ficar muito atenta naquilo que será propositivo, ou seja, as propostas apresentadas. Aliado a isso, ter consciência das propostas dos valores do Reino que o partido apresenta”, disse.

Veja a fala de Lula durante um evento em que falou sobre o papel da igreja

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