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domingo, 23 junho 2024

Limites: demonstração de amor que gera segurança aos filhos

Foto: FreePik

Esse tipo de educação faz com que  experimentem o mundo com confiança a partir do próprio senso de direção 

Por Patricia Scott

Na atualidade, crianças e adolescentes não avessos a regras e o respeito à autoridade. No entanto, impor limites aos filhos é essencial, para que tenham direção ao longo da vida. Esse tipo de educação proporciona segurança, além expressar amor.

Por isso, Salomão ensina: “Os filhos precisam de amor e atenção, mas também de disciplina e às vezes repreensão, para o seu próprio bem” (Provérbios 13.24). Sendo assim, segundo as Sagradas Escrituras, é responsabilidade dos pais forjar o caráter dos filhos com disciplina, mas com respeito e afeto, visando uma formação saudável.

“Limite é uma demonstração de amor, de preocupação e de cuidado com o bem-estar, com o crescimento e com o amadurecimento das crianças e adolescentes”, esclarece Cris Poli, coordenadora da EDF (Escola do Futuro Brasil), acrescentando que colocar limites para os filhos não é uma opção, é uma necessidade.

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Ela orienta que no momento de dizer não é preciso deixar bem claro as regras a serem seguidas. Essa atitude pode causar frustrações nos filhos. No entanto, eles a recebem como cuidado e amor. “Quando são muito pequenos não conseguem verbalizar, mas à medida que vão crescendo e entendendo, a necessidade da proteção e da orientação dos pais irão percebendo e reconhecendo a preocupação, o cuidado e o amor inserido neste contexto”, diz Poli.

Na visão da educadora, os limites fazem com que as crianças experimentem o mundo com confiança, sabendo definir o que é aceitável e seguro, com um senso próprio de direção. “Esse tipo de educação molda comportamentos e estabelece valores essenciais para uma vida em sociedade, com discernimento e responsabilidade”.

Sendo assim, Poli acredita educar e estabelecer limites é muito mais que uma função: é responsabilidade dos pais. “Eles devem orientar, ensinar, mostrar o caminho, trabalhar o comportamento, dar o exemplo, moldar o caráter e conversar. Não é uma tarefa fácil, mas traz satisfação e a sensação de dever cumprido”.

Já a educadora Priscila Moraes, também coordenadora da (EDF) expõe que os filhos educados com limites aceitam facilmente as orientações, os horários estabelecidos para cada atividade e as direções para desenvolvê-la. “O limite interfere em tudo, na alimentação, na educação, na autoestima, na atenção e no desenvolvimento geral do estudante dentro da escola”, pondera.

Filhos sem limites

A educadora Cris Poli considera que há uma deturpação sobre o assunto, pois alguns pais dizem que deixam os filhos fazerem o que querem, porque os amam e anseiam que sejam felizes. “Mas, na realidade, isso é uma confusão! Como deixá-los fazer sempre o que querem, na hora que querem, mesmo sem entender se será bom ou ruim, se é aconselhável ou perigoso ou quais serão as consequências de determinadas atitudes”.

Ela afirma que a falta de limite demonstra pouco caso e falta de interesse na boa educação dos próprios filhos. Com isso, conforme eles forem se desenvolvendo poderão lidar mal com a realidade, o que ocorrerá em consequências físicas, psicológicas, sem contar um comportamento egoísta em ambientes coletivos. “Crianças e adolescentes sem limites crescem achando que podem tudo e não aceitam opiniões diferentes sobre suas vidas”.

Para Cris Poli, a parceria entre a escola e a família é fundamental na colocação de limites e na formação do caráter, dentro de uma mesma visão e linguagem, pois é muito benéfico, traz segurança, paz e felicidade, tanto para as crianças e adolescentes, como para as famílias.

Segundo a educadora Priscila Moraes a ausência de limites desestrutura a criança, que passa a ter um comportamento agitado e desafiador, testando os adultos com muita frequência. “Ela não aprendeu a respeitar o que é do outro, nem objeto e nem espaço, e não se reconhece em locais onde há limites, como a sala de aula, o playground, entre outros”.

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