Marisa Lobo move liminar contra Porta dos Fundos e Netflix

Marisa Lobo (Foto: Reprodução)
Marisa Lobo (Foto: Reprodução)

Inconformada com a produção do Porta dos Fundos, Marisa Lobo moveu uma liminar na justiça pedindo que o filme fosse retirado de circulação. Um abaixo-assinado com a mesma exigência contém milhões de assinaturas

A inconformação generalizada com a produção do Porta dos Fundos sobre o Natal levou a psicóloga cristã Marisa Lobo a requerer decisão liminar à justiça para remoção do filme “A primeira Tentação de Cristo” do catálogo da Netflix.

A peça foi protocolada pelos advogados Ogier Alberge Buchi e Grasiele Corrêa no dia 23 de dezembro. Segundo o documento, Porta dos Fundos e Netflix “atacaram e deturparam as características das figuras religiosas e históricas retratadas no filme produzido”.

“O nível de desrespeito, agressividade e desprezo pela fé e os valores cristãos, revelados no filme é indizível. E especialmente agravado por se estar às vésperas do Natal, quando, em todo o mundo, milhões de fiéis preparam-se para celebrar a data de maior importância para as religiões cristãs”, argumentam os advogados.

Desrespeito

Na peça, a psicóloga e os advogados apontam detalhes do filme que superaram o âmbito do humor e liberdade de expressão para descambar ao desrespeito. “Durante a película, observa-se a zombaria da virgindade de Maria e insinuações de traição por parte desta em relação a São José. Na sequência, há a simulação de uma conversa lasciva entre Deus e Santa Maria, e a insinuação de excitação sexual entre eles”, aponta.

“A autora é cristã. E assim como milhões de brasileiros que compartilham da fé no Cristianismo, sentiu-se profundamente abalada e ofendida. A fé cristã acredita essencialmente em Jesus como o Cristo, Filho de Deus, Salvador e Senhor, em um sistema de dogmas tidos como elementares e absolutos em determinadas religiões”, diz a peça, contextualizando a extensão da ofensa.

O documento continua argumentando a ofensa. “A retratação irresponsável, pueril e jocosa de figuras que são consideradas pelos cristãos em todo o mundo como um pilar e modelo a ser seguido, ofende um dos principais elementos da dignidade humana: o direito à crença religiosa”.

O que é sagrado para um, pode não ser sagrado para o outro, e o respeito deve, portanto, imperar. Fazer troça aos fundamentos da fé cristã, tão cara a grande parte da população brasileira, às vésperas de uma das principais datas do Cristianismo, não se sustenta ao argumento da liberdade de expressão”.

No documento, Marisa e os advogados solicitam em caráter de urgência, a remoção do conteúdo da plataforma de streaming. Também a remoção de materiais de propaganda, como trailers, por exemplo, dos diversos canais.

Petição 

A plataforma de filmes Netflix está sendo criticada por hospedar o filme do grupo. E já mobilizou milhões de assinaturas em plataformas de petições online e também, uma das principais lideranças conservadoras e evangélicas do país, a requerer decisão liminar à Justiça para a remoção do filme A Primeira Tentação de Cristo do catálogo da Netflix.


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