Líderes religiosos são mais confiáveis que ciência

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É o que aponta uma pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, envolvendo mais de 2 mil entrevistados.

Os brasileiros confiam mais em líderes religiosos do que em cientistas. A constatação foi feita por estudo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. A mesma pesquisa apontou também que a confiança na ciência vem caindo.

O estudo foi elaborado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social que presta serviços à pasta comandada pelo astronauta Marcos Pontes. A intenção foi verificar a percepção sobre ciência e tecnologia, e a contribuição delas à sociedade, ao dia a dia das pessoas.

O levantamento entrevistou 2.200 pessoas em todas as regiões do país, com recortes específicos por gênero, idade, escolaridade, renda e residência. O estudo perguntou: quais os impactos que a pesquisa científica traz à sua vida e ao restante dos brasileiros?

Líderes religiosos

A percepção popular dos cientistas como “pessoas inteligentes que fazem coisas úteis à humanidade” caiu. Na edição de 2015 esse percentual era de 55%, mas este ano foi de 41%. Mas, aumentou o número de entrevistados que veem os estudiosos e pesquisadores como “pessoas comuns com treinamento especial”, de 13% para 23% no mesmo período.

Segundo informações da Agência Brasil, dentre os temas de maior interesse da população brasileira, a religião fica à frente da ciência. A espiritualidade foi citada por 69%, como um dos principais assuntos cotidianos. Enquanto a ciência e a tecnologia foram citadas por 62%.

Outro quesito que coloca os cientistas atrás das lideranças religiosas é a confiança. Pelo menos 15% dos entrevistados citaram pastores, padres e sacerdotes como fontes confiáveis de informação. Enquanto apenas 12% lembraram dos cientistas.

“O documento indica uma variação conforme a escolaridade. Quanto menor o tempo de estudo, menor a atenção para a produção científica. Já entre os com maior instrução formal, o interesse cresce. Essa relação se reproduz também no recorte geracional, com o tema ganhando maior preferência entre os mais velhos do que entre os mais jovens”, destacou o jornalista Jonas Valente.

A pesquisa manteve categorias e perguntas de edições anteriores e compatíveis com outros estudos internacionais sobre o mesmo tema.


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