29 C
Vitória
sexta-feira, 21 janeiro 2022

5 ações para a igreja ser financeiramente saudável

finanças igreja
Foto: Reprodução

Assim como as empresas, as igrejas também precisam saber gerir suas finanças de forma correta para colher bons resultados. Comunhão traz algumas dicas para a igreja ser financeiramente saudável

Por Priscilla Cerqueira

É preciso ter muito cuidado com a administração dos recursos financeiros da igreja. Quando eles são alocados de forma correta, honramos princípios bíblicos, obtemos melhores resultados e contribuímos para o crescimento contínuo do Reino de Deus.

Comunhão apresenta dicas fundamentais para a igreja ser financeiramente saudável. Segundo Alessandro Schlomer, diretor financeiro da inChurch, uma plataforma de aplicativos para igrejas no Brasil, se os líderes colocarem essas ações em, prática, poderão fazer uma gestão muito mais eficaz.

1. Planejamento e Orçamento

É preciso planejar as ações para se ter um resultado de excelência. Prova disso é que a Bíblia cita, em diversas passagens, a importância do planejamento.

O Antigo Testamento aponta para a necessidade de planejar as ações. “Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos”, diz Salomão em Provérbios 16:3. Na prática, isso significa que os eventos que a igreja realiza devem ser planejados, tanto financeiramente quanto operacionalmente.

A igreja também deve planejar, de forma organizada, projetos que inicia; as contribuições feitas pelos membros devem entrar no planejamento financeiro, nas previsões de entradas para planejar as saídas de caixa que a Igreja possa suportar. Também é importante revisar os custos e despesas e avaliar se estes realmente são necessários.

As entradas e saídas de caixa da igreja precisam ser acompanhadas e comparadas com os valores planejados para que seja possível ajustar os pontos necessários durante o caminho. Um bom planejamento financeiro proporcionará à igreja resultados mais sólidos em todos os aspectos, pois os recursos financeiros são extremamente necessários para que os compromissos sejam honrados adequadamente.

2. Gestão Financeira

Ter uma gestão financeira profissional e equilibrada é extremamente relevante para a saúde da igreja. É necessário que a igreja controle de forma efetiva todos seus recebimentos, pagamentos e o saldo em caixa.

Na gestão de recebimentos, é importante o correto registro dos dízimos, ofertas, pagamentos de ingressos de eventos, entre outras formas de entrada de caixa. Também é essencial que a igreja ofereça diversas formas de recebimento para facilitar as contribuições dos membros.

Caso a igreja possua recurso financeiro parado em conta bancária, é importante que os recursos sejam aplicados de forma cuidadosa para que não percam valor com o passar do tempo. Mas no caso em que a igreja precisa de recurso financeiro não disponível em caixa, ela pode buscar um empréstimo junto a instituições financeiras, mas que seja bem avaliado.

No entanto, é importante a igreja ter uma reserva de emergência, para que não fique desamparada durante necessidades inesperadas. Essa reserva possibilita a manutenção e a sobrevivência da igreja em momentos de crise.

3 – Gestão Contábil e Tributária

No que diz respeito à gestão contábil e tributária, muitas igrejas não dão a devida atenção a alguns pontos importantes. Primeiro, é preciso que a igreja obtenha imunidade tributária, pois vai reduzir gastos com pagamento de impostos como ITBI, IPTU, IPVA, IR, entre outras obrigações que empresas tradicionais possuem.

Outro ponto no qual se deve ter bastante cuidado é na relação trabalhista com os colaboradores da igreja. Busque deixar bem clara e formalizada as relações com pastores, com a equipe de apoio administrativo e outros colaboradores da igreja. A contabilidade da igreja também precisa ser profissional para que seus demonstrativos contábeis sejam confiáveis e úteis para a administração.

4 – Gestão do Ativo Fixo

Imóveis, equipamentos eletrônicos e veículos são exemplos de ativos fixos que precisam ser geridos pela igreja. No acompanhamento da manutenção desses ativos, há uma função bastante crítica e que merece atenção especial: a gestão de facilities. Na prática, as facilities englobam as atividades de manutenção predial, limpeza, segurança e outras relacionadas à infraestrutura.

A igreja também deve possuir uma função de compras bem estruturada para aquisição de produtos e serviços necessários para a sua operação. Uma área de compras profissional ajuda bastante na economia de recursos financeiros e na segurança da continuidade da operação.

Também é comum que as igrejas possuam contratos com prestadores de serviços, parceiros, entre outros. Da mesma forma, uma boa gestão de contratos reduz os riscos envolvidos com as contratações e prestações de serviços. Há uma série de soluções online que podem ajudar a igreja na gestão de contratos.

5 – Governança

Se bem aplicados, os princípios de governança corporativa podem contribuir para uma melhor gestão da igreja. Primeiramente, é importante lembrar do princípio da entidade, que significa que pastor e igreja são personalidades diferentes. Não se deve confundir, por exemplo, os gastos pessoais do pastor com os gastos da igreja para sua efetiva operação.

Outro ponto importante no quesito governança é a transparência. Devemos ter clareza nas nossas decisões e nas parcerias realizadas para que todos entendam, de forma transparente, o que se passa na operação da igreja. A administração deve prestar contas periodicamente das informações financeiras, explicitando também os principais riscos e desafios envolvidos para o avanço da igreja.

Por último, a igreja deve buscar um sistema de gestão efetivo, que permita administrar recursos humanos, financeiros e de comunicação de forma integrada, para que o Reino possa avançar cada vez mais.

Com informações de inchurch

- Publicidade -

Matérias relacionadas

Comunhão Digital

- Publicidade -

Fique Por Dentro

- Publicidade -

Plugue-se