Lisânias Moura: “Deus está sempre ao nosso lado”

Lançamento da Editora Mundo Cristão, traz ensinamentos sobre como enfrentar os momentos mais difíceis da vida, confira a entrevista com o autor
Lançamento da Editora Mundo Cristão, traz ensinamentos sobre como enfrentar os momentos mais difíceis da vida, confira a entrevista com o autor

O pastor Lisânias Moura lançou seu mais novo livro “A sala de espera de Deus”, pela editora Mundo Cristão. A obra traz ensinamentos sobre como enfrentar os momentos mais difíceis da vida.

No último domingo (25), o pastor e escritor Lisânias Moura lançou em São Paulo (SP), na Igreja Batista do Morumbi, o livro “A Sala de espera de Deus”. Ele questiona sobre o que fazer quando a espera vem em forma de más notícias, enfermidades, dores e lutas e de que maneira devemos nos portar quando as circunstâncias não nos dão outra opção a não ser esperar.

Lisânias Moura compartilha casos reais de pessoas que passaram por situações difíceis e traz belas lições extraídas do livro bíblico do profeta Habacuque. Para ele, é possível superar as crises da vida. E aponta um caminho de esperança para quem está aflito.

“Deus está sempre ao nosso lado em qualquer tipo de luta. O que não podemos esquecer é que, mesmo quando parece silencioso e distante, ele está trabalhando em nós”, ensina Lisânias.

Autor de “Cristão Homoafetivo? Um olhar amoroso à luz da Bíblia”, em 2017, Lisânias Moura fala com exclusividade à Comunhão e dá mais detalhes sobre o novo livro. Confira!

Comunhão – Como surgiu a ideia de levantar a temática da “A Sala da Espera de Deus”?

Lisânias Moura – O livro é fruto de lidar com pessoas que vivem na espera da atuação de Deus em determinadas circunstâncias e parece que Deus está distante e não responde. Junto com o tempo de esperar a resposta Deus, muitos de nós lidamos com outras perguntas, tais como, por que Deus demora? Por que os ‘sem Deus’ parecem ser mais felizes? Por que o mal prospera? Como sobreviver em tempos de espera? Por causa disto, trouxemos uma série de mensagens para nossa igreja baseada no livro de Habacuque, que passou pelo que passamos. Desta série de mensagens veio o livro.

Há quanto tempo você já vem elaborando essa temática?

Esta temática tem o lado pessoal e ministerial. No lado pessoa, minha esposa e eu temos trazido perante Deus algumas questões que ainda estamos esperando Ele responder. Em nosso caderno de oração, no qual gostamos de escrever nossas orações, tem alguns espaços em branco na coluna de respostas, que às vezes nos dói o tempo de espera. Segundo, convivendo em nossa igreja com famílias com lutas semelhantes há anos, também temos aprendido que esperar em Deus faz parte da nossa caminhada com ele. Assim, creio que a temática em nossa vida é de anos e será por toda vida, creio eu. Por isso, precisamos aprender como viver na sala de espera.

Qual sua expectativa em levantar esse debate sobre “A Sala de Espera de Deus” no meio cristão?

Creio que a expectativa é que o livro nos ajude, e ajude a comunidade evangélica a discernir que triunfalismo não é parte da nossa vida diária. Deus disse que faria uma obra maravilhosa na vida de Habacuque e na nação de Israel. Esta obra maravilhosa incluía dias difíceis, dores, perdas, mas isto não significaria que Deus os havia abandonado. Triunfar nem sempre quer dizer fartura, saúde ou riqueza. Desta forma, esperamos que a comunidade evangélica venha discutir o que realmente seja triunfar. Jesus triunfou, mas passou pela cruz.

Você contou com a ajuda de outros líderes ou outras pessoas que passaram por este processo de “A Sala de Espera” para poder publicar a obra?

Sim, algumas das historias contadas no livro são de amigos próximos, outros pastores, pessoas muito amadas da minha igreja. Com várias delas repartimos nossas dores e ouvimos as dores delas, e isto nos inspirou e abençoou.

Na sua opinião, o que falta no meio cristão que precisa ser compreendido nessa temática?

Creio que falta no meio evangélico uma compreensão mais profunda sobre como enfrentar dores e perdas sem desanimar e ao mesmo tempo a falta de compreender que morte, falência, casamentos quebrados, doenças, etc, podem se tornar na vida do crente demonstrações da graça e poder de Deus, mesmo quando “demora” em responder nossas orações ou mesmo quando as responde vêm de forma diferente do esperávamos. Esta lacuna em parte ou totalmente será preenchida quando, individualmente, em vez de pedirmos para Deus resolver nossos problemas apenas, oramos pedindo que Deus em nossos problemas seja glorificado. Deus foi glorificado não somente na ressurreição de Jesus, mas na morte dele também. E Deus não respondeu, a princípio, a oração de Jesus “passa de mim este cálice”.

Você pretende lançar alguma obra posterior para dar continuidade nessa temática? O que vem por aí?

Sim, embora aparentemente o livro anterior a este trouxe a temática da homoafetividade e pode parecer que não haja conexão entre eles, mas estão conectados, porque pais de homoafetivos vivem numa sala de espera. A próxima obra dever focar em famílias que, na sala de espera, precisam ver seus familiares sendo transformadas.


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