Lama deve chegar ao Estado na próxima semana

Nova previsão do Serviço Geológico do Brasil é de que a lama de rejeitos das barragens rompidas em Mariana cheguem a Baixo Guandu depois de segunda-feira (16).

A previsão da velocidade de deslocamento da onda de rejeitos do rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, que invadiu o Rio Doce e vem descendo em direção aos municípios capixabas de Baixo Guandu, Colatina e Linhares, tem mudado com frequência. Isso porque, a passagem desses rejeitos pelos reservatórios das usinas hidroelétricas existentes no percurso altera a velocidade da massa de lama. Assim, a lama que estava prevista para chegar ao Espírito Santo neste final de semana, agora, segundo a última previsão do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), somente após a próxima segunda-feira (16), os rejeitos deverão atingir o município de Baixo Guandu. Já em Colatina, deve chegar após terça-feira (17); e em Linhares, última cidade a ser afetada pela onda de lama antes de chegar ao oceano Atlântico, os rejeitos estão previstos para chegar depois de quinta-feira (19).

SOS vida marinha
A estimativa é que a chegada da onda de lama mate 100% das espécies que habitam o leito do rio, como se tem observado no município mineiro de Governador Valadares, onde a população continua com o abastecimento de água do Rio Doce suspenso há seis dias.

Para minimizar esse prejuízo da fauna local, organizações ambientais e a Associação de Pescadores de Colatina, por meio do Plano Arca de Nóe, elaborado pelos Ministérios Públicos Federal (MPF-ES) e do Estado do Espírito Santo (MP-ES), em parceria com as entidades ambientais, Justiça, poder público, estão retirando os peixes do Rio Doce, como medida emergencial, e levando para outros locais, previamente definidos. As espécies têm sido alocadas nas lagoas da Cobra Verde, em Colatina; e na do Limão, em Linhares.